Angola e Brasil reforçam cooperação cultural com assinatura de acordos estratégicos
ACORDO. Assinatura dos acordos marca um novo capítulo na diplomacia cultural entre Angola e Brasil, abrindo espaço para projectos de longo prazo que conectem arquivos, bibliotecas, artistas, investigadores e comunidades.
Angola e Brasil assinaram dois Memorandos de Entendimento que visam fortalecer a cooperação cultural e artística entre os dois países, promovendo a circulação de artistas, a valorização das culturas de matriz africana e afrodescendentes, o intercâmbio de acervos históricos e a preservação do património cultural comum, no âmbito de um compromisso de aprofundar a amizade e a colaboração bilateral.
Durante o encontro em Brasília, entre os dois ministros da Cultura-Filipe Zau, de Angola, e Margareth Menezes, foram assinados dois Memorandos de Entendimento voltados para a cooperação cultural e artística, consolidando iniciativas de intercâmbio, preservação histórica e promoção das culturas de matriz africana e afrodescendentes.
O acordo estabelece uma parceria institucional entre a Fundação Biblioteca Nacional do Brasil e o Arquivo Nacional de Angola, com o objectivo de facilitar a troca de acervos históricos e documentos, desenvolver projectos conjuntos de investigação, exposições e publicações, promover a circulação de artistas e profissionais da cultura, reforçar o diálogo entre a língua portuguesa e as línguas africanas, apoiar a candidatura do Semba a Património Cultural Imaterial da Humanidade e promover acções de justiça reparadora, em linha com as recomendações da União Africana sobre restituição de bens culturais. O Memorando enfatiza ainda a cooperação técnica e institucional, permitindo a criação de plataformas conjuntas de acesso a acervos digitais e físicos, o intercâmbio de especialistas em conservação e catalogação, bem como o desenvolvimento de programas educativos que aproximem jovens e comunidades da história e da arte partilhadas entre Angola e Brasil. Filipe Zau destacou que a cultura constitui um elemento estratégico de desenvolvimento social e de aproximação entre os povos, capaz de enfrentar desafios globais e promover a justiça histórica.
Já Margareth Menezes reforçou a importância do acordo para consolidar o diálogo cultural entre os dois países, celebrando 50 anos de relações diplomáticas e um património histórico comum que atravessa séculos de trocas e influências mútuas.
A assinatura dos acordos marca um novo capítulo na diplomacia cultural entre os dois países, abrindo espaço para projectos de longo prazo que conectem arquivos, bibliotecas, artistas, investigadores e comunidades.









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