Informalidade volta a “salvar” estatísticas de emprego

Apenas 6 em cada 100 angolanos com idade de trabalhar têm emprego formal

Emprego. Perdeu-se um emprego por habitante comparativamente a 2024, expondo o emprego formal numa condição dramática. Na eventualidade de se adicionar o emprego informal, a população desempregada atingiria os 15,7 milhões, afectando 84,5% da população economicamente activa. 

Apenas 6 em cada 100 angolanos com idade de trabalhar têm emprego formal

O mercado de trabalho em Angola continua a deteriorar-se na sua base mais estruturante: o emprego formal. Apesar de os dados oficiais apontarem para uma redução do número de desempregados em 2025, a melhoria é apenas aparente e resulta, sobretudo, da expansão do emprego informal, que absorve milhões de angolanos sem garantias laborais nem protecção social.

De acordo com o anuário de emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de trabalhadores no sector formal aumentou de 2,4 milhões em 2024 para 2,8 milhões em 2025, um crescimento de 16,66%. Ainda assim, este avanço não foi suficiente para acompanhar o ritmo de expansão da população economicamente activa, estimada actualmente em 18,6 milhões de pessoas.

Como resultado, o peso do emprego formal na estrutura do mercado de trabalho diminuiu. Em termos relativos, apenas 15,1% da população activa está no sector formal, o que corresponde a cerca de seis em cada 100 angolanos em idade de trabalhar.

Trata-se de um recuo face a 2024, quando sete em cada 100 angolanos estavam nesta condição, evidenciando a perda de relevância do emprego com vínculo estável, apesar do aumento em termos absolutos.

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