AUTOMÓVEL LIDERA RECLAMAÇÕES

Ensa, Sanlam, Nossa e Fidelidade são as seguradoras mais contestadas

Quatro seguradoras concentram 93% das queixas apresentadas pelos clientes à Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (Arseg) durante os primeiros três meses do ano.

O sector segurador registou 177 queixas, menos uma comparativamente ao período homólogo. A esmagadora parte das reclamações está concentrada em quatro players, nomeadamente a Ensa, SanlamAllianz, Nossa e a Fidelidade.

Ensa, Sanlam,  Nossa e Fidelidade são as seguradoras mais contestadas
Mário Mujetes

Quatro seguradoras concentram 93% das queixas apresentadas pelos clientes à Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (Arseg) durante os primeiros três meses do ano.

O sector segurador registou 177 queixas, menos uma comparativamente ao período homólogo. A esmagadora parte das reclamações está concentrada em quatro players, nomeadamente a Ensa, SanlamAllianz, Nossa e a Fidelidade.

No conjunto, destacam-se a pública Ensa e a Sanlam, com 31 queixas. A que mais volume de processos abertos por clientes sofreu é a administrada por Margaret Dawes, com um incremento de nove face ao período homólogo. Já a seguradora estatal teve aumento de apenas um processo de reclamação.

Já a Nossa teve uma queda de um processo de reclamação ao totalizar 28, enquanto a Fidelidade reduziu quatro reclamações ao cifrar-se em 18.

Figuram ainda na lista das contestadas, entre as 21 seguradoras, a Mundial e a Protteja com 15 reclamações, respectivamente. Seguidamente surge a BIC com 14, a recentemente criada Viva com oito, Confiança com sete e a Giant Magic com seis reclamações.

A Tranquilidade, Prudencial, Royal e a Trevo são as únicas que não constam entre as contestadas no referido período.

As reclamações foram feitas essencialmente no ramo Não vida, com  174, menos uma reclamação. Por sua vez, o ramo Vida teve incremento de uma reclamação ao totalizar oito.

Entre os segmentos mais reclamados pelos subscritores de apólices estão as relacionadas ao automóvel, com um peso de 53% sobre o total das reclamações. Neste ramo de seguros assistiu-se a um aumento de 9% para as 94 queixas. Seguidamente, a Doença também representa um expressivo peso de 32%, ao verificar-se um incremento de 12% nas reclamações para 56.

Todos os ramos tiveram reclamações no período, diferente do período comparativo em que três não registaram qualquer queixa dos clientes. O que menos pesaram nas queixas são os ramos de “responsabilidade civil geral” e “outros danos em coisas” com cada uma, e o de “viagem” com duas reclamações.