Adebayo Vunge defende criação de feira do livro em Angola moldada no exemplo de Lisboa
O escritor e académico angolano Adebayo Vunge defendeu, em Lisboa, a necessidade de Angola criar uma feira do livro com uma dimensão semelhante à da capital portuguesa, sublinhando o papel crucial da literatura no quotidiano e no desenvolvimento das pessoas. O repto foi lançado durante a apresentação das suas mais recentes obras, "Pensar África" e "Impressões Digitais", que decorreu no âmbito da 96.ª Feira do Livro de Lisboa.
A estrear-se no certame, o autor confessou-se "motivado e honrado" por integrar um evento desta magnitude, aproveitando a ocasião para sublinhar a urgência de replicar o modelo de sucesso em Angola para aproximar os cidadãos dos livros.
O autor explicou que os dois livros, embora distintos na abordagem, partem de uma preocupação de contribuir para o debate sobre o futuro do continente africano e os caminhos para o desenvolvimento sustentável.
Publicado em 2017, o livro "Pensar África" é uma análise sobre a realidade do continente, abordando temas como política, economia, cultura, integração regional e o posicionamento de África no contexto internacional.
Já o livro "Impressões Digitais", é uma colectânea de crónicas e ensaios que retratam a Angola contemporânea, através de reflexões sobre economia, políticas públicas, ambiente, cidadania e desenvolvimento social.
“Este evento revela bem o quanto o livro tem uma relevância grande para as pessoas. Um evento desta magnitude faz falta também em Luanda. Precisamos de redinamizar a indústria gráfica e também a editorial. Tivemos uma colecção dos 50 anos da independência em que só tivemos 500 exemplares por cada um dos livros. O que é uma pobreza”, revelou em conversa com o Valor Económico.
Adebayo Vunge entende ainda que o estudante deve ter um contacto permanente com os livros desde a infância, e que isso ajuda a enriquecer o imaginário, a construção e a visão do mundo.
O escritor esteve na feira pela editora Rosa de Porcelana de Filinto Elísio.









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