Alemanha revê crescimento em alta para 0,3% no segundo trimestre

27 Aug. 2026 Valor Económico Europa

Maior economia europeia beneficia da recuperação das exportações, enquanto a confiança empresarial melhora nos principais sectores, apesar da pressão dos custos energéticos e da fraca procura interna

Alemanha revê crescimento em alta para 0,3% no segundo trimestre
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Dados divulgados  dão conta de que a  economia alemã cresceu 0,3% no segundo trimestre de 2026, acima dos 0,2% inicialmente estimados, impulsionada sobretudo pelo aumento das exportações. 

De acordo com os dados revistos do Gabinete Federal de Estatística, divulgado pela Euronews,  o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,3% entre Abril e Junho face aos primeiros três meses do ano, ao passo que a estimativa inicial, divulgada em Julho, apontava para um crescimento de 0,2%. Já em termos homólogos, o PIB cresceu 1%, também acima da estimativa preliminar de 0,9% e dos 0,8% registados no primeiro trimestre.

 “A economia alemã mantém o dinamismo de crescimento observado no início do ano”, afirmou Ruth Brand, presidente do Gabinete Federal de Estatística, acrescentando que, tal como no primeiro trimestre, o crescimento foi impulsionado sobretudo pela evolução favorável das exportações.

As exportações aumentaram 2%, enquanto as importações cresceram 1,5% face ao trimestre anterior. Já o consumo privado e público manteve-se contido, com uma subida de apenas 0,1%.

Em paralelo, apresenta a informação, o Índice de Clima Empresarial Ifo registou uma melhoria do sentimento nos principais sectores da economia. O indicador subiu de 86,7 pontos, em Julho, para 88,8 pontos, em Agosto, superando a previsão dos economistas, de 87,2 pontos, dados que reforçam os sinais de recuperação da economia alemã, embora os preços elevados da energia e a fraca procura interna continuem a representar riscos para o crescimento.


A economia alemã enfrenta dificuldades de crescimento há vários anos, condicionada pelos elevados custos energéticos, pelo aumento da concorrência chinesa e pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. Para 2026, as expectativas de uma recuperação mais robusta estavam associadas aos planos do chanceler Friedrich Merz de aumentar a despesa pública nos sectores da defesa e das infra-estruturas. Contudo, a guerra no Irão e a consequente subida dos preços da energia acabaram por enfraquecer as perspectivas de crescimento.