UNITA critica custo do Centro de Convenções da Chicala e diz que Executivo “não conhece Angola”
A UNITA considerou que os 316,8 milhões de dólares destinados à construção do Centro de Convenções da Chicala, em Luanda, poderiam ser canalizados para outros sectores prioritários, como a produção, a criação de emprego e o desenvolvimento económico.
A posição foi defendida, esta manhã, no perfil pessoal do presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, no Facebook, numa publicação intitulada “316 milhões de dólares: o que nós faríamos diferente”. Na publicação, o partido sustenta que a prioridade do Executivo deveria estar na criação de capacidade produtiva, na formação de capital humano e na melhoria das infra-estruturas básicas. Na leitura do partido, a opção pelo investimento no Centro de Convenções demonstra que o Executivo «não conhece Angola» e está distante das dificuldades económicas e sociais enfrentadas pela população.
Na proposta do maior partido que faz oposição ao Governo, 70 milhões de dólares do montante investido no Palácio de Convenções de Luanda seriam destinados à educação, com prioridade para a construção e reabilitação de escolas, formação de professores e apetrechamento de laboratórios e oficinas. Para a saúde, daria preferência ao sector com 35 milhões de dólares, destinados ao reforço de hospitais municipais e centros de saúde, equipamento de maternidades, aquisição de medicamentos essenciais e instalação de laboratórios e serviços de diagnóstico.
Outros 50 milhões de dólares, pontua, seriam destinados ao desenvolvimento da agro-indústria, com foco no financiamento de pequenos e médios agricultores, sistemas de irrigação e mecanização agrícola. Segundo a proposta, a cadeia produtiva deveria ligar o agricultor à indústria e ao comércio, permitindo aumentar a transformação e comercialização de produtos nacionais.
Para o sector empresarial, a UNITA, na sua visão, implementaria a criação de um fundo nacional de financiamento competitivo de 35 milhões de dólares, destinado a jovens empreendedores, startups, cooperativas e pequenas e médias empresas, enquanto 15 milhões de dólares seriam destinados à formação tecnológica e profissional, abrangendo áreas como programação, inteligência artificial, electricidade, mecânica, soldadura, construção civil, energia solar, agricultura moderna, manutenção industrial e logística.
A proposta prevê ainda 36,8 milhões de dólares para infra-estruturas de pequena e média dimensão, com prioridade para água potável, energia, estradas secundárias e terciárias e infra-estruturas de apoio às zonas agrícolas. A maior parcela, de 75 milhões de dólares, seria direccionada para uma nova política de refinação de petróleo.
No conjunto, a UNITA propós a distribuição dos 316,8 milhões de dólares entre educação, saúde, agro-indústria, financiamento empresarial, formação profissional, infra-estruturas e refinação, concluiu a apresentação da sua proposta, afirmando que “esta é a diferença entre gastar o dinheiro do povo e governar”.







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