Oscilações do preço do petróleo encolhe saldo comercial de Angola em 42%
A balança comercial do país sofreu uma queda abrupta de 42% em Julho, recuando para os 923 mil milhões de kwanzas devido à oscilação do preço do petróleo bruto, numa altura em que as importações do país continuam a ser lideradas por máquinas, combustíveis refinados e bens alimentares, revelam os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o documento do INE denominado Estatísticas do Comércio Externo, Julho de 2026, a que o Valor Económico teve acesso, estes resultados tiveram como influência o preço médio do petróleo bruto, o principal recurso de exportação de Angola.
A instituição ligada às estatísticas do país refere que, em Julho, Angola registou uma diminuição de 3,3% nas exportações de bens e um aumento de 26,8% nas importações de bens, comparativamente ao período homólogo. Já em relação a Junho, assistiu-se a uma considerável diminuição em ambas as operações, com as exportações a descerem 22,9% e as importações a fixarem-se nos 2,9%. A China (30,6%), a Índia (13,6%), a Itália (9,9%), a Espanha (5,8%) e o único país africano na lista, a Nigéria (5,6%), comandaram o top 5 dos principais países de destino das exportações de bens de origem nacional durante o período em análise.
Sem qualquer novidade, continuam a encabeçar a lista dos produtos exportados o sector dos petróleos, combustíveis e gás, com mais de 89,9%, e o das pérolas, pedras e metais, com 6%. Nas importações, lideram as máquinas e aparelhos, com 20%, os petróleos, combustíveis e gás, com 19,2%, e os produtos alimentares, com 11%.







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