Ministro defende estradas mais económicas para dinamizar a produção nacional
O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, defendeu esta quarta-feira a adopção de soluções rodoviárias de menor custo no país, prioritariamente voltadas para assegurar a circulação de bens e o escoamento da produção agrícola do campo para os centros urbanos.
A posição foi assumida durante a 23.ª edição do Café CIPRA. O governante sustentou que o país deve procurar “estradas mais baratas que fazem a mesma função”, permitindo o acesso a várias zonas e o escoamento da produção agrícola. Segundo Carlos Alberto dos Santos, uma estrada de menor custo pode ser durável, embora possa exigir uma intervenção de manutenção “mais exigente e com menos tempo” do que uma estrada asfaltada.
Ao intervir, o ministro rejeitou a ideia de um custo uniforme para todas as estradas e defendeu, em alternativa, a adopção de um custo médio, tendo em conta as características de cada região. “Fazer uma estrada na região do Cuando, como a estrada Mavinga, Cuito Cuanavale, etc., e fazer uma estrada na província do Icolo e Bengo, ou do Bengo, não é a mesma coisa”, afirmou, apontando a disponibilidade de materiais, a distância para o seu transporte e a estrutura do solo como factores que influenciam o custo.
Carlos Alberto dos Santos explicou ainda que o tipo de revestimento e a espessura das camadas devem ser definidos em função do uso pretendido para cada estrada. Entre as possibilidades, citou estradas de terra com estabilizadores de solos, soluções simples com TCD, pavimentos flexíveis ou rígidos, embora tenha admitido que uma estrada com cinco centímetros de revestimento pode durar menos do que uma com dez centímetros.
Por fim, o governante defendeu a redução do investimento necessário à construção das estradas, mas afastou a possibilidade de optar por soluções de baixo custo que comprometam a qualidade, exigindo o “ possível” desde que garanta a circulação entre o campo e a cidade.







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