Botswana reforça aposta no urânio e concede três novas licenças à Orano
O Botswana concedeu três novas licenças de prospecção de urânio à francesa Orano Mining, elevando para 18 o número de licenças detidas pela empresa e pelas suas subsidiárias no país.
Segundo registos oficiais de mineração citados pela CNBC Africa, as novas licenças abrangem três blocos no deserto central do Kalahari, com cerca de 970 hectares cada, e têm validade de três anos, até Março de 2029.
O Bostwana, dispõe de depósitos de urânio, mas ainda não possui nenhuma mina em operação e a expansão da actividade de prospecção ocorre num momento em que o país procura reduzir a dependência dos diamantes, sector afectado pela prolongada retracção da procura e pela crescente presença de pedras sintéticas.
A estratégia também surge após a saída da Orano do Níger, na sequência da nacionalização da mina de urânio SOMAIR pela junta militar daquele país. A Orano detinha 63,4% do projecto antes da nacionalização total, concluída em Junho de 2025. No Botswana, o Governo pretende acelerar a exploração do recurso e, numa fase posterior, avaliar o desenvolvimento de capacidade de geração de energia nuclear. “Estamos buscando acelerar o processo para que eles possam chegar à fase de extracção”, afirmou Duma Boko em Maio.
A Orano criou uma subsidiária na BosTwana em Abril deste ano, poucos dias depois de o Presidente Duma Boko se reunir, em França, com o Presidente Emmanuel Macron e representantes da empresa.







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