novo 'escândalo' no fisco

Funcionários da AGT sob suspeita de fraude de mil milhões de kwanzas

16 Apr. 2026 Economia / Política

A Administração Geral Tributária (AGT) denunciou junto dos órgãos de investigação criminal vários funcionários da instituição pela prática de ilícitos que indiciam uma tentativa de fraude. O valor em causa ascende a mil milhões de kwanzas.

Funcionários da AGT sob suspeita de fraude de mil milhões de kwanzas
DR

De acordo com um comunicado da instituição, os indícios apurados apontam para condutas lesivas ao erário público, em manifesta “violação dos princípios da legalidade, ética e probidade que regem a Administração Pública, em geral, e a actuação da AGT, enquanto entidade responsável pela administração dos impostos”. “A capacidade da AGT de identificar e investigar práticas fraudulentas passíveis de responsabilização disciplinar e criminal tem sido cada vez melhor fruto de um eficaz mapeamento dos processos e da introdução de mecanismos de inteligência no monitoramento de riscos de fraude”, lê-se na nota. 
O fisco garante que todos os elementos de prova foram enviados aos órgãos de investigação criminal. A instituição sublinha que, por respeito ao princípio do segredo de justiça e às normas legais em vigor, não poderá responder a questões sobre o número de funcionários envolvidos ou sobre o momento em que estas práticas começaram a ser detectadas. 
“Reafirmamos, entretanto, que a AGT mantém e continuará a manter uma postura firme, rigorosa e implacável contra quaisquer práticas ilícitas, seja por parte de técnicos da instituição, contribuintes ou entidades externas, não tolerando comportamentos que atentem contra o erário público”. 

Esta não é a primeira vez em que os funcionários da AGT estão envolvidos em desvios de receitas. O ano passado, o país conheceu o famoso "Caso dos 7 mil milhões", que abalou o fisco. Refere-se a um esquema fraudulento de reembolsos indevidos do IVA. 
A investigação, iniciada em janeiro de 2025, revelou que funcionários seniores utilizavam acessos privilegiados ao sistema informático para desviar fundos públicos através de pagamentos por compensação fictícia.