Edno Pimentel

Edno Pimentel

Os professores que têm vínculo laboral com outras instituições do Estado devem, até antes do arranque do presente ano lectivo, pedir a desvinculação do Ministério da Educação (MED), sob pena de devolverem os salários “indevidamente auferidos” sem prévia autorização do órgão tutelar.

 

INOVAÇÃO. Iniciativa visa premiar os melhores entre centenas de projectos. Concurso da petrolífera Total E&P Angola promete apoiar vencedores até que as empresas estejam plenamente. Estão abertas candidaturas para ‘Tecnologia Informática’, ‘Turismo’ e ‘Preservação do Meio Ambiente’.

 

CRÉDITO DE CONSUMO. Instituição bancária garante que os ‘homens e mulheres do giz’ poderão, num futuro breve, aceder também a créditos habitação e automóvel. Para já, proponentes mutuários devem ter contas domiciliadas no Banco Sol.

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Professores do subsistema do ensino geral e demais funcionários do sector da educação de todo o país podem proceder a empréstimos bancários através do Banco Sol. A iniciativa está em vigor desde a semana passada, na sequência de um acordo que foi rubricado, em Luanda, entre o Ministério da Educação (MED) e a entidade bancária.

O acordo, assinado pela directora nacional dos Recursos Humanos do MED, Laudemira de Sousa, e pela administradora do Banco Sol, Carla Van-Dúnem, – e testemunhado pelo presidente do conselho de administração (PCA) daquele banco, Coutinho Nobre Miguel, e pela ministra da Educação, Cândida Maria Pereira Teixeira –, destina-se, numa primeira fase, a crédito de consumo e, posteriormente, a créditos automóvel e habitação.

De acordo com a administradora Carla Van-Dúnem, para terem acesso ao crédito, cujo valor global são quatro mil milhões de kwanzas, os professores e funcionários do sector, como garantia, deverão ter os seus salários domiciliados no Banco Sol para poderem efectuar os reembolsos mensais.

“A partir de agora (quarta-feira, 8), os professores podem dirigir-se ao Banco Sol e tratar dos documentos que lhes permitem ter acesso ao crédito. Só precisam de ter os salários domiciliados no Banco”, reitera, acrescentando que o acordo é valido para todo o país, sendo que os prazos do empréstimo variam entre 48 meses, para o crédito de consumo, e 60 meses, para o crédito automóvel”.

Para a ministra Cândida Teixeira, a assinatura desse protocolo “vai ajudar a resolver a situação financeira e social de muitas famílias, uma vez que o MED é um dos maiores empregadores do país”.

Os créditos serão concedidos mediantes as necessidades específicas e pontuais de cada funcionário e dentro dos limites e condições pré-estabelecidas pelo protocolo.

DIÁLOGO DIGITAL. Especialistas em telecomunicações alertam que a não migração do sistema analógico para o digital poderá criar quebra do sinal e sofrer interferência de outros serviços. Entre outros, a migração foi um dos vários temas da conferência ‘Diálogo Digital 2018’, organizada pela MultiChoice.

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Pelo menos, um total de 34 países arriscam-se a ficar de fora da transmissão radiofónica e televisiva digital levada a cabo pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) caso não adiram à nova plataforma até 2020. O alerta foi lançado pela engenheira de radiocomunicação da UIT Michèle Coat, durante a 5.ª conferência internacional denominada ‘Diálogo Digital’, realizada este mês no Dubai, Emirados Árabes unidos.

Durante o encontro, organizado pela MultiChoice, a prelectora afirmou que a UIT continua a proceder à migração para os requisitos de espectro digital e de coordenação, incluindo, conforme acordado na conferência de Genebra em 2006 (GE-06), um acompanhamento para planear a digitalização da transmissão e o uso associado de frequência para 119 países na Europa, África, Médio Oriente e Ásia Central.

A engenheira, que não referiu Angola na sua apresentação, confirmou que o restante da banda de UHF (470-694 MHz) está disponível para a transmissão no futuro previsível, enquanto as faixas de dividendo digital (694-862 MHz) vão ser lançadas na transição da televisão analógica para a digital, o que “constituirá um papel importante e fundamental no fornecimento de acesso sem fio de banda larga”.

Entre os países que deverão até 2020 proceder à migração digital, destacam-se Argélia, Burquina Faso, Camarões, República do Congo, Costa do Marfim, Egipto, Gabão, Gana, Guiné, Mali, Marrocos, Mauritânia, Nigéria, Sudão, Chade, Togo e Tunísia.

De acordo com Michèle Coat, a plataforma de transmissão digital oferece inúmeras vantagens, de entre as quais “a melhor qualidade de imagem e de som; redução no consumo de largura de banda em relação à transmissão de rádio analógica; racionalização de espaço para outros serviços – o chamado ‘Dividendo Digital’–, além de permitir a existência de um maior número de canais”.

A engenheira, no entanto, não deixou de apresentar as desvantagens, que passam pela necessidade de substituir o equipamento quer das emissoras, quer dos consumidores, a perda de sinais – importantes para o planeamento e operações livres de interferência;–, além de outros custos operacionais.

Michèle Coat contou com a co-apresentação de Gerhard Petrick, chefe de departamento de tecnologia de transmissão da MultiChoice na África do Sul e vice-presidente da Associação de Radiodifusão Digital da África Austral; Peter Barnett, presidente do CM-WiB – transmissão de vídeo digital; e Gregory Bensberg, director-geral da Digital 3&4, que gere a transmissão dos serviços digitais terrestres da ITV e do Canal 4 no Reino Unido.

Um diálogo nos Emirados

A conferência ‘Diálogo Digital’ é uma plataforma de liderança de pensamento organizada pela MultiChoice com o objectivo de promover uma melhor compreensão do futuro das indústrias de entretenimento televisivo.

Nesta 5.ª edição, realizada este mês no hotel Kempinski, no Dubai (Emirados Árabes Unidos), foram discutidos, entre outros, temas como ‘Como o mundo digital mudou as nossas vidas’: perspectivas da terceira revolução industrial para África’; ‘O desenvolvimento da indústria de Nollywood, a posição actual de filmes nigerianos e a criatividade’ e ‘Uso da tecnologia digital para expandir as histórias africanas’.

A conferência, cuja primeira edição decorreu em 2012, teve ainda como temas ‘Valor da cadeia de televisão por assinatura’; ‘Ascensão do afro-futurismo nas indústrias criativas de África’ e ‘Revisão da Migração Digital’.

Participaram do ‘Diálogo Digital’, entre CEO da MultiChoice e de companhias mundiais de telecomunicações, prelectores do Reino Unido, Irlanda, Suíça, Nigéria, além de jornalistas de Angola e de vários outros países africanos.

ENSINO SUPERIOR. Ministra garante que a atenção deverá ser prestada aos projectos já aprovados e que estão em curso. E reconhece a necessidade de se revisarem os recursos humanos, da contratação ao fomento da formação, entre outras medidas.

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As instituições do ensino superior em Angola podem ter, nos próximos tempos, novas regras para a abertura de cursos de licenciatura. A informação foi transmitida pela ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança Sambo, que esteve de visita, na passada semana, na Escola Superior Politécnica, no Instituto Superior Politécnico e na Faculdade de Medicina de Malanje.

A governante, exortou, na ocasião, os gestores de unidades orgânicas da Universidade Lueji A’Nkonde (ULAN) no sentido de “evitarem a abertura de novos cursos sem que haja condições infra-estruturais e de docência necessárias e compatíveis”.

De acordo com a dirigente, que também constatou o funcionamento e o grau de execução física das obras do Instituto Superior de Tecnologia Agro-Alimentar de Malanje (ISTAM), urge melhorar a qualidade de serviço que as instituições de ensino superior prestam à sociedade, evitando-se novos cursos quando ainda não há condições efectivas como infra-estruturas, docentes, apoios sociais para os estudantes, entre outros aspectos para atender à procura dos cursos já existentes.

Maria do Rosário Sambo realçou que a atenção deverá ser prestada aos projectos já aprovados e em curso, ao invés de se pensar noutros, tendo reconhecido haver necessidade de se revisarem os recursos humanos, desde a contratação, bem como fomentar a formação e outras medidas que ajudam a melhorar a gestão dos mesmos, incluindo docentes e não docentes.

A ministra desabafou que as instituições que visitou, à semelhança de outras do país, enfrentam dificuldades de vária ordem ligadas à falta de laboratórios, de docentes angolanos, sobretudo na Faculdade de Medicina, onde grande parte é de nacionalidade cubana, aspectos esses que devem ser ultrapassados.

Considerou haver também dificuldades de orçamento próprio, informatização das bibliotecas e criação de bases de dados devidamente informatizadas para o melhor controlo do acervo bibliográfico que ainda é escasso.

Por outro lado, disse também ter constatado um panorama extremamente animador no ISTAM, no que toca à dinâmica da gestão e das obras, porquanto tudo está a ser feito para que a instituição entre em funcionamento no próximo ano, faltando apenas a conclusão de pequenos detalhes e a instalação da rede eléctrica e água potável, a partir das fontes públicas, bem como apetrechamento dos laboratórios, situações que, até ao momento, não se concretizam por “dificuldades financeiras”.

O ISTAM já funciona há quatro anos em instalações provisórias anexas ao colégio Amílcar Cabral, enquanto decorrem as obras de construção do edifício próprio, iniciadas em 2014. O edifício compreende 10 salas, 24 laboratórios e vai albergar 350 estudantes por cada turno, na especialidade de tecnologia agro-alimentar.

O curso de tecnologia agro-alimentar tem duração de cinco anos e, actualmente, a instituição conta com 158 estudantes em formação do primeiro ao quinto ano, sendo que os primeiros licenciados deverão sair em 2019.

O instituto conta com departamentos de ciências agrárias e alimentares, de engenharias de processos e industrial, bem como um centro de estudos de investigação científica.

Antes, a ministra passou pelo Kwanza-Norte, onde visitou a Escola Superior Pedagógica, tendo apontado a falta de planificação adequada que corresponda ao crescimento do número de estudantes que ingressam ao ensino superior às condições humanas e materiais existentes como principal problema de estrangulamento desse sistema de ensino.