TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Mulheres devem assumir maior protagonismo na ciência e tecnologia, defende UFEKO

TECNOLOGIA. Especialista defende reforço do ensino das ciências exactas, como matemática e física, desde os primeiros anos de escolaridade, de modo a despertar o interesse das raparigas pela tecnologia e pela engenharia.

Mulheres devem assumir maior protagonismo na ciência e tecnologia, defende UFEKO
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A coordenadora da Associação de Unidade Filantrópica de Empoderamento de Kafekos Organizadas (UFEKO), Violeta Malungo, defendeu, esta quarta-feira, em Luanda, uma maior participação das mulheres nas áreas da ciência, tecnologia e informação, considerando que a sua inclusão é essencial para impulsionar a inovação e o desenvolvimento do país.

A responsável falava à margem da palestra subordinada ao tema “Engenharia, Tecnologias, Ciências e Mulheres”, onde destacou que o empoderamento feminino nestes sectores contribui para o fortalecimento das capacidades de liderança, gestão e visão de mercado no universo tecnológico.

Segundo Violeta Malungo, a UFEKO trabalha para promover o protagonismo de jovens e mulheres no ecossistema da ciência, tecnologia e inovação, actuando como uma ponte entre o conhecimento técnico e a prática profissional.

A associação aposta em três eixos principais: formação e capacitação, apoio ao empreendedorismo e produção de conteúdo digital. Entre as iniciativas, destacam-se palestras estratégicas, ferramentas para o desenvolvimento de negócios e podcasts dedicados à mulher engenheira, com o objectivo de inspirar novas gerações e debater os desafios enfrentados pelas profissionais da área. Violeta Malungo sublinhou que a combinação entre ciência e filantropia pode contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva, em que jovens e mulheres ocupem, em igualdade de oportunidades, espaços de decisão e inovação.

Também presente no evento, a engenheira Nícia Fernandes reconheceu que o ambiente de trabalho nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em Angola continua a ser predominantemente masculino, o que leva muitas jovens a desistirem de seguir carreira no sector. Para inverter este cenário, defendeu o reforço do ensino das ciências exactas, como matemática e física, desde os primeiros anos de escolaridade, de modo a despertar o interesse das raparigas pela tecnologia e pela engenharia.