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O Tribunal Judicial de Maputo decretou hoje, 18, a prisão preventiva a Ndambi Guebuza, um dos filhos do ex-presidente moçambicano Armando Guebuza, no âmbito da investigação às dívidas ocultas do Estado, disseram à Lusa fontes ligadas ao processo.

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De um total de nove detidos desde quinta-feira pelas autoridades moçambicanas, esta é a segunda pessoa próxima do antigo chefe de Estado a ver decretada a prisão preventiva, depois de Inês Moiane, que foi secretária pessoal do antigo chefe de Estado.

Ndambi entende que a sua detenção tem motivações políticas, num ano eleitoral em que a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder) tem que apresentar resultados, refere a imprensa moçambicana, que cita o seu advogado, Alexandre Chivale. "Se o objectivo é sacrificar a família Guebuza por causa das eleições, que eu [Ndambi Guebuza] seja o último da família a ser sacrificado", disse Chivale, citando as palavras do seu cliente durante o interrogatório.

Os Governos de Angola e do Uruguai assinaram hoje, em Luanda, acordos nos domínios da facilitação de vistos para empresários, cooperação e assistência administrativa e aduaneira, ensino superior, ciência tecnologia e inovação e um memorando sobre cooperação político-diplomática.

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Os acordos foram rubricados na sede do Ministério das Relações Exteriores, no quadro da visita de três dias que o chefe da diplomacia uruguaio, Rodolfo Nin Nóvoa, está a realizar a Luanda, a convite do homólogo, Manuel Augusto.

No primeiro dia de trabalhos em Angola, as delegações ministrais de ambos os países passaram em revista 31 anos de cooperação bilateral quase residual, reunião que culminou com a assinatura dos acordos, rubricados pelos chefes da diplomacia dos dois países e ainda pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira.

Numa conferência de imprensa conjunta, o chefe da diplomacia angolana, Manuel Augusto, assinalou as relações bilaterais "muito boas" e valorizou os acordos, sublinhando que os documentos se inscrevem na estratégia do Executivo para a diversificação da economia.

"Assinamos acordos na área aduaneira, o que é muito importante, e também na migração, para facilitar o movimento entre homens de negócios dos dois países. A questão da formação técnica é outra preocupação permanente do nosso Governo", disse Manuel Augusto.

"Queremos beber a experiência do Uruguai e assinamos instrumentos na área da educação e ensino superior, bem como na área política e diplomática", acrescentou, destacando o Memorando de Entendimento sobre Cooperação entre o Instituto Superior de Relações Internacionais Venâncio de Moura e a Academia Diplomática do Uruguai. Segundo Manuel Augusto, o memorando traduz-se numa "aposta para formação contínua dos quadros angolanos".

Os trabalhos prosseguem terça-feira com uma reunião da comissão bilateral, que contará também com intervenções do ministro do Comércio, Jofre Van-Dúnem Júnior, e dos presidentes dos conselhos de administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), Licínio Conterias, e da empresa Angola Cables, António Nunes.

Angola e Uruguai, estabelecem relações diplomáticas desde 1988, e mantêm uma cooperação nos domínios do turismo, agronegócio e na formação e educação.

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