V E

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Mais um concurso público, mais um vencedor, mais um perdedor e mais queixas de irregularidades e de transparência duvidosa. É o que reporta a matéria desta edição sobre os resultados do concurso público para a concessão do Terminal Polivalente do Porto do Lobito que beneficiam os filipinos da ICTSI. Os chineses da CITIC/SPG reclamaram que os critérios de atribuição de notas levantam dúvidas. E têm de escolher se se contentam com as explicações que receberam ou se fazem recurso aos tribunais.

Esta não é uma história de ficção. É um caso baseado em factos que marcaram para sempre, da forma mais dramática, a vida de um empresário estrangeiro que passou por Luanda. Pormenores, como o nome e a sua nacionalidade, só não são revelados porque o próprio assim o quis.

É preciso repeti-lo todas as vezes que forem necessárias. O Governo não pode apregoar o incremento da transparência no sector financeiro, ao mesmo tempo que os angolanos são confrontados com decisões repletas de opacidade em processos que impactam especificamente na reputação da banca. E, de forma geral, na credibilidade da economia e do país.

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