AVALIAÇÃO. Cinco marcas que mais cresceram, comparativamente à edição passada, são nomeadamente o Facebook, a Amazon, a Adobe, a Adidas (17%) e a Starbucks (16%). Pelo quinto ano consecutivo, a Apple e o Google lideram a lista do ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo, elaborado pela consultora Interbrand. Em comparação ao último ranking, a Apple cresceu 3%, ostentando um valor de marca estimado em 184,154 mil milhões de dólares. Já o Google cresceu 6%, tendo actualmente um valor de marca de 141,703 mil milhões de dólares. Em terceiro lugar, aparece a Microsoft, figurando como uma das 16 marcas do ranking que tiveram crescimento de dois dígitos no ano. A Coca-Cola e a Amazon fecham o grupo das cinco marcas mais valiosas da 18ª edição do Best Global Brands. Em conjunto, as 100 marcas mais valiosas do mundo valem cerca de 1,871 biliões de dólares, o que representa um aumento de 4,2% em relação ao ranking de 2016. As novidades do ranking deste ano são Ferrari, Netflix e Salesforce que passam a integrar a lista, ocupando, respectivamente, o 88.º, 78.º e 84.º lugares. As cinco marcas que mais cresceram são Facebook (48%), Amazon (29%), Adobe (19%), Adidas (17%) e Starbucks (16%). Entretanto, as marcas de tecnologia e de automóveis dominam o ranking deste ano, com 31 posições, representadas por marcas como Toyota, Mercedes-Benz e Samsung. O sector retalhista é o que mais cresceu em termos percentuais (19%), seguido de artigos desportivos (10%), tecnologia (8%), logística (7%) e serviços financeiros (6%). A metodologia do ranking inclui análise de indicadores como performance financeira dos produtos e serviços, papel da marca na decisão do consumidor e a força da marca para garantir um preço premium ou ganhos futuros para a empresa. “Estamos a viver um período emocionante de mudanças sociais, tecnológicas e industriais que impactam todo o aspecto do comércio e da vida. Nesse contexto, o crescimento torna-se mais desafiador e os negócios precisam das marcas mais do que nunca”, afirmou Jez Frampton, CEO global da Interbrand, em comunicado.
Valor Económico
Dubai vai ter um arranha-céus giratório
ARQUITECTURA. É o primeiro edifício a ser feito com andares pré-fabricados. A estrutura central e os elevadores do arranha-céus serão as únicas partes que serão construídas no local. O Dubai é o local escolhido para erguer o primeiro arranha-céus giratório do mundo. Com 420 metros de altura e 80 apartamentos – um por andar – a Dynamic Tower vai girar 360º e é obra do arquitecto David Fisher. A construção tinha o início previsto para 2008, mas a crise económica mundial atrasou o processo e só este ano os impulsionadores do projecto asseguram que está tudo pronto para começarem a ser colocados os primeiros alicerces do edifício, que deverá ficar concluído em 2020. O curto tempo de construção justifica-se pela técnica que vai ser utilizada: é também o primeiro edifício a ser feito com andares pré-fabricados. A estrutura central e os elevadores do arranha-céus serão as únicas partes que serão construídas no local. Isto facilita a construção e montagem do edifício e possibilita a rotação. Além disso, será 100% alimentado por energias renováveis — tanto o edifício como a rotação dos andares. Os construtores garantem que os moinhos eólicos e painéis solares vão permitir alimentar outros três edifícios da mesma envergadura. Cada apartamento pode girar 360 graus a cada 90 minutos, independentemente da rotação dos outros pisos. Desta forma, o edifício não terá forma física fixa. É possível programar o apartamento para acompanhar o Sol ao longo do dia, algo que permite ver o nascer e o pôr-do-sol na mesma divisão.
A Ilha de Lixo quer ser reconhecida como país
POLUIÇÃO. Convenção de Montevideu alerta que um país deve ser capaz de definir um território, formar um governo, interagir com outros Estados e ter população permanente. O Oceano Pacífico tem um grande problema – um amontoado de lixo que já é maior do que todo o território francês. Para atrair a atenção internacional para a questão, o grupo ambiental Plastic Oceans Foundation uniu-se ao site de informação e entretenimento LadBible e, juntos, criaram uma campanha que tem como objectivo tornar a ilha de lixo num país oficial. Segundo a campanha, o artigo 1.º da Convenção de Montevideu de 1993 sobre os direitos e deveres dos Estados diz que um país deve ser capaz de: definir um território, formar um governo, interagir com outros Estados e ter população permanente. As Ilhas de Lixo – o nome que é dado ao ‘país’ – têm fronteiras e é simples criar um governo e instituições para interagir com outras. E um nome muito famoso já pediu a cidadania. Al Gore, candidato à presidência dos Estados Unidos em 2000 e Prémio Nobel da Paz, é o cidadão número um das Ilhas de Lixo. Outras 100 mil pessoas já assinaram a petição para pedir a cidadania oficial e a campanha já entregou a candidatura às Nações Unidas, para que o Estado das Ilhas de Lixo seja reconhecido como o 196.º país do mundo. O projecto tem a preciosa ajuda dos profissionais de marketing Michael Hughes e Dalatando Almeida que, em conjunto com o designer Mario Kerkstra, criaram uma bandeira, um passaporte, unidade monetária (que se chama escombros) e selos. As Ilhas de Lixo estão a ser tratadas como um país sob a teoria do estatuto de Estado, que diz que a existência política do mesmo é independente do seu reconhecimento pelos demais – por esta definição, por exemplo, Taiwan seria reconhecido como um Estado. Não é claro se isto seria suficiente para constituir legalmente um país sob a lei internacional. E mesmo que a campanha falhe, foi uma excelente estratégia para atrair atenção para o problema. O plástico no oceano prejudica os animais e transforma-se em micropartículas que se alojam nos peixes e que nós, humanos, acabamos por ingerir. É esperado que, em 2050, a quantidade de plástico nos oceanos seja maior do que a quantidade de peixe. E enquanto as Ilhas de Lixo ficam no Pacífico norte, um amontoado muito semelhante foi descoberto no Pacífico sul, em Julho. O mote para a campanha é simples: “se acha que tudo isto é ridículo, então considere a ideia de que há uma área do tamanho de França feita inteiramente de plástico no meio do mar”.
Dilma melhor que Temer, Lula o melhor da história
PESQUISA. Apenas 3% dos brasileiros consideram que o governo de Temer é melhor que o de Dilma Rousseff. Do lado oposto estão 59% dos inqueridos. Lula da Silva, por sua vez, é o presidente da história com melhor avaliação. A percentagem de pessoas que consideram o governo de Temer pior do que o de Dilma passou de 51%, em Julho, para 59% em Setembro, segundo pesquisa da CNI/Ibope divulgada na semana passada. O resultado mostra que se mantém a tendência de aumentar o número de pessoas a favor da antiga governação. Os dados dão conta, por exemplo, que, em Junho de 2016, só 25% das pessoas achavam o governo de Temer pior do que o de Dilma. O número de pessoas que acham que os governos é igual, corresponde a 31%. Só 8% dos entrevistados acham que o governo de Temer está melhor. Esse percentual já chegou a ser de 23% em Junho do ano passado. A pesquisa concentrou-se também sobre o desempenho do governo de Temer e mostra que 77% dos entrevistados reprovam. Segundo o Ibope, este já é o quarto trimestre consecutivo que se regista queda na popularidade do presidente Michel Temer. Apenas 3% dos entrevistados disseram considerar o governo bom, enquanto 16% consideram regular. Por sua vez, 3% não souberam ou não responderam. Além das notícias sobre corrupção relacionadas com o governo, a liberação de exploração da Renca, na Amazónia, foi a notícia mais lembrada pela população. O levantamento ainda avaliou outros dois critérios: a forma de governar e a confiança no presidente. Sobre a forma de governar, 89% dos brasileiros disseram que desaprovam, enquanto 7% aprovam e 4% não souberam ou não responderam. Lula, o melhor de sempre Por outro lado, o Ibope publicou os resultados da avaliação mensal de cada presidente desde a redemocratização e Lula é o melhor da história. Segundo os dados, o paulista terminou o seu segundo mandato, em Dezembro de 2010, com 80% de avaliações óptimo e bom da população. Nenhum outro governante conseguiu avaliação igual ou melhor. Os dados mostram que o ex-presidente José Sarney começou o seu mandato com avaliação positiva de 71%, mas foi paulatinamente caindo até chegar a Novembro de 1989 bem avaliado por apenas 9% dos brasileiros. Seu sucessor, Fernando Collor de Mello, assumiu o governo em 1990 com 59% de bom ou óptimo, mas, após as denúncias que levaram ao seu impeachment, em Agosto de 1992 deixou a presidência com apenas 12%. O presidente Itamar Franco, cujo governo foi responsável pelo Plano Real e a estabilização da moeda, terminou bem avaliado por 46% dos brasileiros. Ainda segundo o levantamento do Ibope, o presidente Fernando Henrique Cardoso iniciou o primeiro governo avaliado positivamente por 41% da população. O maior percentual de popularidade que FHC chegou a ter foi uma avaliação positiva de 51%, em Março de 1997. Terminou o primeiro mandato com 40% de bom ou óptimo, e o seu segundo mandato com apenas 22%. O ex-presidente Lula iniciou o primeiro mandato, em 2003, com avaliação positiva de 51%, o tecto de FHC. Lula manteve uma regularidade e disputou a reeleição com aprovação de 57%. No segundo mandato, conforme a pesquisa Ibope/CNI, Lula regista uma ascensão paulatina até alcançar e quando entregou a faixa presidencial para Dilma Rousseff, estava com um governo bom ou óptimo para 80% dos brasileiros. A presidente Dilma Rousseff iniciou seu primeiro governo bem avaliada por 56% da população e foi reeleita com 40%. Iniciou o segundo mandato com 13% de avaliação positiva, chegou a ter 9% em Dezembro de 2015 e quando foi retirada da Presidência tinha 10%. Já Michel Temer conseguiu bater todos os recordes de negativos. Iniciou o governo com 13% de avaliação positiva e chegou a ter 14%, em Setembro do ano passado. De lá para cá, vem recuando e actualmente encontra-se aprovado como óptimo ou bom por apenas 3% da população.
Fábrica de alumínio arranca com dois anos de atraso
INDÚSTRIA. Falta de divisas esteve na base do atraso no arranque da unidade. E continua a ser principal receio no mercado. A importação poderá deixar de ser o único meio de aquisição de perfis de alumínio, com o início de produção da fábrica Extrulider, que arranca com dois anos de atrasos, devido à crise de divisas. Como resultado do arranque atrasado, a unidade está, simultaneamente, em fase de afinações do equipamento, formação dos técnicos e de produção comercial, segundo David Pires, director-geral da empresa. “Em 2017, as coisas progrediram um pouco, mas ainda sentimos muita dificuldade. É mais um desafio e esperamos conseguir o nosso principal objectivo, que é a produção de perfis de alumínio no país”, declarou, insistindo que a falta de divisas é dos principais receios do mercado, assim como a burocracia. Para o arranque da unidade, a Extrulider importou 500 toneladas de lingote de alumínio, a principal matéria-prima da unidade, com stock actual que assegura uma produção de três meses. “Temos de jogar com esta segurança porque a importação é morosa e as transferências, complicadas”, justificou. Os constrangimentos iniciais motivaram, entretanto, a empresa a reajustar as metas de produção, perspectivando agora atingir rapidamente 500 toneladas por mês, a capacidade máxima de produção. Actualmente, a produção não vai além de um terço da capacidade instalada. “Temos uma prensa com capacidade para produzir uma tonelada por hora, o que permite a um turno sensivelmente 180 toneladas por mês. Mas o nosso objectivo é passar dentro de um mês, a um segundo turno e depois ao terceiro, para assegurar as 500 toneladas mês, garantindo a sustentabilidade e a recuperação do investimento.” A estrutura física da unidade está, entretanto, preparada para receber uma segunda linha de produção, o que duplicaria a actual capacidade instalada. “Sabemos que a economia não está nos seus melhores dias. Estamos com alguma esperança para que o início do próximo ano traga alguma pujança, daí haver uma segunda nave para instalar outro equipamento de produção. Esperamos lá chegar, estamos dependentes do que será a procura de alumínio no mercado angolano”, indicou David Pires, apontando a exportação para os “apetecíveis” vizinhos Congos como outra meta. A unidade, segundo o gestor, está apta para produzir todo o tipo de perfis, não se resumindo à caixilharia, e conta também com uma linha de lacagem de perfis, além de prever uma unidade de refusão ou reciclagem do alumínio que está em fase de acabamento.








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