Para apreender ilegalmente os seus bens

Isabel dos Santos acusa Presidente da República de “conspiração”

Isabel dos Santos cita investigação privada sobre antigos funcionários do Governo para sugerir uma conspiração do Executivo para apreender seus bens. Empresária  apresentou queixa contra João Lourenço em Londres.

Isabel dos Santos acusa Presidente da República de “conspiração”

A empresária Isabel dos Santos acusou esta segunda-feira o Presidente João Lourenço de tentar "usurpar" ilegalmente os seus bens e apresentou no Tribunal de Londres alegadas provas que revelariam "uma conspiração" no âmbito do processo que envolve a Unitel.

A empresa de telecomunicações Unitel, fundada pela filha do ex-presidente, José Eduardo dos Santos, avançou no ano passado com um processo judicial em Londres contra a Unitel International Holdings (UIH), detida por Isabel dos Santos, para recuperar uma dívida de mais de 350 milhões de euros.

A queixa datada de 26 de outubro reivindica o reembolso de sete empréstimos atribuídos entre maio de 2012 e agosto de 2013 da Unitel à UIH que, salienta, "apesar do seu nome, não tem ligação empresarial nem afiliação à Unitel". A Unitel alega que a UIH deve mais de 325 milhões de euros e quase 44 milhões de dólares (cerca de 37 milhões de euros), acrescido de juros de mora.

"Ataques do Estado angolano"
Num comunicado enviado à agência Lusa, Isabel dos Santos diz agora ter apresentado novas provas ao Tribunal Superior de Londres que demonstram que os ataques do Estado angolano "foram impulsionados não só por motivos políticos e financeiros, mas também como forma de distrair a opinião pública da corrupção e do suborno que assola o governo de João Lourenço, incluindo altos funcionários e a petrolífera estatal Sonangol".

Isabel dos Santos afirma ainda que "as revelações" mostram que a investigação jornalística que ficou conhecida como 'Luanda Leaks' e expôs alegados esquemas financeiros da empresária que lesaram o erário público angolano em milhões de dólares, foi "um ataque direcionado dos serviços secretos angolanos" que atuaram sob ordens de João Lourenço.

 

 

 

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