E agora pergunto eu...

02 Apr. 2025 Geralda Embaló Opinião

Seja bem-vindo querido leitor  a este seu espaço onde perguntar não ofende depois de uma semana com a actualidade internacional marcada por tremores de terra... uns mais físicos, como o que pôs torres a abanar e desabar em cima de pessoas no Myanmar e na Tailândia, outros políticos como o que está a levar a Europa a aconselhar aos seus cidadãos a que mantenham kits de sobrevivência com básicos que os ajudem a manter-se vivos em caso de catástrofe como nova pandemia ou guerra, soa a que vêm aí más notícias e que mesmo a 'união' quer que os seus se virem sozinhos. Do outro lado do oceano, outros terremotos de índole política e económica continuaram imparáveis com Trump literalmente a reescrever o fluxo do comércio internacional com a imposição de tarifas que anunciam uma guerra comercial sem precedentes.

E agora pergunto eu...

Vinte cinco por cento são as tarifas aplicadas a automóveis e partes vindas do estrangeiro e as implicações para alguns fabricantes e países são de tal ordem que o líder do governo canadiano já veio dizer que anuncia tarifas para a semana e que os EUA "já não são um parceiro de confiança", e o ministro da economia da Alemanha, um dos principais exportadores da indústria para os EUA, a pedir à União Europeia que reaja à ameaça com o mesmo nível de destruição.

E agora pergunto eu... onde anda a Organização Mundial do Comércio? Por esta altura no ano passado o Valor Económico publicava uma reportagem acerca do Exame de Política Comercial pela Organização Mundial do Comércio a Angola que, embora mais positivo que o anterior, teceu críticas ao programa governamental Prodesi devido ao seu proteccionismo que foi sempre um 'cavalo de batalha' da organização. As tarifas de Trump têm de estar em violação da Lei Internacional de Comércio e de acordos de que os membros são signatários e de que os EUA eram impulsionadores até à reentre de Trump.

Assim como o Tribunal Internacional, que ouviu na semana passada Rodrigo Duterte o ex-presidente filipino devido à acusação de crimes contra a humanidade no âmbito da sua guerra contra as drogas” (estas guerras presidenciais tendem a descambar e sabemos que 'de boas intenções está o inferno cheio' querido leitor), mas assim como o TPI e a Organização Mundial da Saúde - de onde os EUA se retiraram - a Organização Mundial do Comércio corre o risco de se ver inutilizada pela incapacidade de impedir uma guerra comercial inaugurada pelo seu membro principal, os EUA.

Para ler o artigo completo no Jornal em PDF, faça já a sua assinatura, clicando em 'Assine já' no canto superior direito deste site.

Geralda Embaló

Geralda Embaló

Directora-geral adjunta do Valor Económico