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INSTITUIÇÃO EXISTE DESDE 2009

Carlos Silva à espera da autorização para vender Banco Atlântico Europa

Carlos Silva à espera da autorização para vender Banco Atlântico Europa

O empresário angolano Carlos Silva chegou a acordo com um grupo financeiro de Hong Kong para vender o Banco Atlântico Europa, com sede em Lisboa. A conclusão da operação está agora dependente da aprovação do Banco Central Europeu (BCE), que regula o sistema financeiro dos países da zona euro, e da validação da entidade reguladora do sector financeiro de Hong Kong.

Como determina a lei europeia, Carlos Silva já deu entrada do pedido de autorização da venda ao Banco Central Português (PCP), que de seguida deverá encaminhar o processo ao BCE. O regulador, por sua vez, tomará uma decisão com base na avaliação da proposta de aquisição, bem como depois de apreciado o projecto de decisão do BCP.

A marca foi criada em 2006 em Angola, através do lançamento do Banco Privado Atlântico, actual Banco Millennium Atlântico, tendo entrado no mercado português em 2009, como Banco Atlântico Europa. A entidade que em 2017 foi considerada pelo terceiro ano consecutivo como uma das 100 melhores empresas para se trabalhar em Portugal, registou um resultado líquido de 6,8 milhões de euros nos primeiros nove meses daquele ano, tendo representado um aumento de 169% face ao lucro obtido em igual período de 2016.

Entre Janeiro e Setembro de 2017, o Atlântico obteve um retorno dos capitais próprios de 15,4%, tendo ainda o seu produto bancário crescido 41% para os 22,5 milhões de euros, face à subida de 146% das comissões líquidas para os 10,4 milhões de euros, com o rácio de solvabilidade a fixar-se em 14,1%.

Carlos Silva, o patrão do Banco Atlântico Europa, é também fundador e desempenhou funções de administrador executivo do Banco Espírito Santo Angola. Foi vogal do Conselho Geral e de Supervisão do Banco Comercial Português, durante oito meses, em 2012. Entretanto, seu nome já foi citado em casos de corrupção e branqueamento de capitais em Portugal, mas nunca chegou a ser considerado culpado.