evento abriu portas hoje

Governo desafia empresas a conquistar mercados internacionais na abertura da FILDA

Ministros defendem que as empresas angolanas devem apostar na inovação, aumentar o valor acrescentado da produção nacional e reforçar a competitividade para conquistar espaço nos mercados internacionais.

Governo desafia empresas a conquistar mercados internacionais na abertura da FILDA

A 41.ª edição da Feira Internacional de Angola (FILDA 2026) foi inaugurada, esta terça-feira, na Zona Económica Especial (ZEE), na província de Icolo e Bengo, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, em representação do Presidente da República, numa cerimónia em que as principais intervenções de Massano e do ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, incidiram sobre a diversificação da economia, o reforço da produção nacional, a inovação e a competitividade das empresas angolanas como factores determinantes para a conquista de mercados internacionais.

Na sessão de abertura, José de Lima Massano considerou que a FILDA constitui uma das principais expressões da dinâmica do sector privado angolano, reflectindo a evolução da economia nacional e a crescente integração do país nos mercados regional e internacional.

Na sua intervenção, o ministro de Estado defendeu que a produção nacional deve ir além da substituição das importações, afirmando que "produzir localmente significa incorporar conhecimento, gerar valor acrescentado, fortalecer as cadeias nacionais de produção, estimular a inovação e criar condições para que as empresas angolanas conquistem novos mercados".

José de Lima Massano destacou os avanços registados na economia angolana nos últimos anos, referindo que o país tem vindo a consolidar um ambiente macroeconómico mais estável, factor que considerou determinante para atrair investimento, promover a diversificação da economia e reforçar a confiança dos agentes económicos.

Segundo o governante, os efeitos dessa evolução são já visíveis em diversos sectores de actividade. "Assistimos ao fortalecimento gradual da produção nacional e ao dinamismo crescente nos sectores como a agricultura, a indústria transformadora, a energia, os transportes, as telecomunicações, o turismo e os serviços de forma geral", afirmou.

Entre os sectores destacados, a agricultura mereceu especial atenção. O ministro referiu que, "em apenas uma década, praticamente duplicou o seu peso na formação do Produto Interno Bruto", resultado que atribuiu às políticas públicas orientadas para o aumento da produção nacional e ao reforço da segurança alimentar.

 

Por sua vez, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, afirmou que a realização da FILDA está alinhada com a estratégia do Executivo para acelerar a diversificação económica e consolidar a produção nacional.

"A ideia é sermos consistentes com aquilo que é a política do Governo, de que precisamos de diversificar a nossa economia e garantir que a produção nacional avance", afirmou, acrescentando que esse crescimento tem resultado da contribuição dos empresários angolanos, mas também dos investidores estrangeiros que decidiram investir no país.

Rui Miguêns, considerou, no entanto, que o crescimento da produção, por si só, não será suficiente para responder às exigências do mercado. Segundo afirmou, as empresas terão igualmente de acompanhar as transformações tecnológicas e os novos desafios económicos.

Ao abordar a expressão "vencer globalmente", o ministro afirmou que a intenção é preparar as empresas nacionais para competir num mercado cada vez mais aberto.

"As economias competem entre si. Os nossos empresários têm de vencer no nosso país, mas também têm de vencer nos mercados internacionais”, disse. 

Na parte final da sua intervenção, o chefe do sector sustentou que Angola reúne condições para desempenhar um papel mais relevante na economia africana, apontando a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) como uma oportunidade para a expansão das empresas nacionais.

"Angola está pronta para aceitar o desafio do mercado livre continental africano. Angola vai ser um importante jogador nesse grande desafio que é o desenvolvimento da nossa Zona de Comércio Livre Continental Africana", concluiu.