Ministro aponta competência e credibilidade como chaves para a confiança na aviação civil
O ministro dos Transportes, Ricardo Abreu, defendeu que a confiança no sector da aviação civil se conquista através da competência, do reforço institucional e do cumprimento dos mais exigentes padrões internacionais.
Apesar dos esforços do Ministério dos Transportes, muitos utentes têm feito duras críticas, principalmente através das redes sociais, apontando o monopólio da TAAG nas rotas domésticas, as restrições cambiais que dificultam a repatriação de receitas pelas operadoras estrangeiras, os altos custos operacionais e a volatilidade nos preços dos bilhetes como barreiras que impedem o desenvolvimento do sector.
Ao discursar na abertura da conferência da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO, sigla em inglês), Ricardo D´Abreu reiterou que a aviação civil é uma indústria que vive da confiança entre os diversos sectores como passageiros, operadores, investidores e entre Estados.
Para que a mesma se efective, defende o responsável, é necessário que a aviação angolana esteja em estreita cooperação com a ICAO, reguladores internacionais, operadores, a comunidade aeronáutica e com todos aqueles que acreditam que a aviação civil pode continuar a ser um motor de desenvolvimento económico, de integração regional e de aproximação entre os povos. “É por isso que continuaremos a investir nas pessoas. Porque investir nelas é investir na segurança. É investir na inovação. É investir na competitividade. É investir na credibilidade internacional de Angola. E é investir no futuro”, garante.
Na auditoria internacional realizada pela ICAO em 2025, lembra o ministro, Angola alcançou 83,14% de implementação efectiva, superando não apenas a meta global definida pela organização, mas também a média africana de 66,7% e a média mundial de 72,01%. Face aos 46,85% registados em 2017, acrescenta, este resultado representa uma transformação estrutural do sistema nacional de supervisão da segurança da aviação civil.








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