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CEOs negros das 500 maiores companhias do mundo

Os quatro magníficos

10 Jun. 2020 Valor Económico Gestão

RESPONSABILIDADE. Se dúvidas existem sobre se o racismo é factual ou vitimização, a representatividade de negros nas 500 maiores empresas do mundo deve servir de resposta cabal. São apenas quatro, e todos homens, os negros que lideram empresas da lista Fortune 500. E cada vez são menos... há uma década eram sete, em 2002 eram 12 os CEO negros.

Os quatro  magníficos

Um estudo do Centro para Inovação do Talento publicado em finais de 2018 concluía que apenas 3,2% das posições de liderança seniores eram ocupadas por negros que somavam apenas 0,8 das posições de CEO.

Roger Ferguson Jr. CEO da TIAA desde 2008

A TIAA (Associação de Professores de Seguros e Anuidades) que lidera desde abril de 2008 é um fundo de gestão e serviços financeiros que gere mais de mil milhões de dólares e emprega 17.500 funcionários com receitas anuais de mais de 37 mil milhões de dólares. O economista Roger Fergunson Jr. nascido em Washington a 28 de outubro de 1951 formado em Harvard liderou a seguradora Swiss Re e tornou-se partner da consultora Mckinsey. Entre 1999 e 2006 foi vice-presidente do board de governadores da Reserva Federal e responsável pela resposta aos ataques de 11 de setembro pela qual recebeu aplausos. Foi consultor da presidência de Barack Obama e é co-autor de vários livros focados na boa governança das instituições financeiras e recipiente de vários prémios de liderança, sendo o mais recente o da Associação Nacional de economia e negócios em 2020.

Kenneth Frazier CEO da Merck e Co.

A primeira farmacêutica com liderança de um negro, a Merck e Co. posiciona-se no 78º lugar da lista da Fortune 500, com perto de 70 mil funcionários, conta um valor patrimonial estimado em 82 mil milhões de dólares e gera receitas da ordem dos 42 mil milhões de dólares. Kenneth Carleton Frazier, nascido em Filadélfia, 1954, formou-se em direito em Harvard e defendeu um condenado à morte que conseguiu salvar pelo escritório de advocacia Drinker Biddle. E foi aí que tomou contacto com a segunda maior farmacêutica dos EUA, por que defendeu e venceu processos judiciais que poderiam ter custado até 50 mil milhões de dólares, performance que lhe valeu a nomeação para o cargo de vice-presidente da companhia. Em 2011 tornou-se CEO da Merck e Co. Membro da equipa de conselheiros de Trump, afastou-se em 2017 e disse numa entrevista depois do assassinato de George Floyd pela polícia, que poderia bem ter sido ele naquela situação. 

Marvin Ellison CEO Lowe

A Lowe é a segunda maior cadeia de equipamentos para casa a seguir ao Home Depot (onde também trabalhou vários anos), com mais de 2 mil lojas que empregam 370 mil pessoas e geram receitas de perto de 70 mil milhões de dólares. Ellison foi nomeado CEO em 2018 saído de outra cadeia de lojas americana, a J. C. Penney onde também ocupou o mesmo cargo. Nascido no Tennessee, em 1966, manteve-se músico, apaixonado pelo Gospel, formou-se em gestão e administração pela universidade de Memphis, começou a trabalhar como segurança e levou 15 anos a subir até à vice-presidência do Home Depot. 

Jide Zeitlin CEO Tapestry

A Tapestry é a dona de marcas de retalho exclusivas tão conhecidas como a Stuart Weitzman, a Kate Spade ou a Coach, é empregadora de mais de 12 mil pessoas e, em 2018 gerava lucros de perto de seis mil milhões de dólares. Zeitlin, nascido em 1964 na Nigéria, adoptado por americanos, assumiu a liderança da Tapestry em setembro de 2019, mas já integrava a direcção desde 2006 ano em que fundou também o Keffi Group. Jide Zeitlin tem também um MBA de Harvard e no seu currículo constam 20 anos de varias posições de relevo na gigante financeira Goldman Sachs onde começou como estagiário e chegou a parceiro. Foi nomeado presidente do Board da Agência de Investimento Soberano da Nigéria em 2012 e mantém essas funções.