BAD capta 13,46 milhões de dólares para acelerar transportes eléctricos em África
FINANCIAMENTO. Apesar do crescimento do interesse pela mobilidade eléctrica, a adopção continua limitada a projectos-piloto em vários mercados africanos, com destaque para os altos custos iniciais dos veículos e da infraestrutura de carregamento, o risco associado a tecnologias ainda pouco consolidadas e a dificuldade de acesso a financiamento de longo prazo.
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O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai reforçar o financiamento à mobilidade eléctrica em África depois de o Fundo Global para o Ambiente (GEF) aprovar 13,46 milhões de dólares para o Mecanismo de Financiamento da Mobilidade Verde para África (GMFA).
Aprovado recentemente, o pacote é composto por um empréstimo de 12,46 milhões de dólares e uma subvenção de um milhão de dólares destinada à assistência técnica. O financiamento deverá servir para retirar os projectos de mobilidade eléctrica da fase experimental e criar condições para atrair mais investimento privado.
O objectivo, segundo a instituição financeira, é mobilizar pelo menos 169 milhões de dólares para projectos de transporte sustentável em diferentes países africanos. O financiamento poderá abranger autocarros eléctricos, veículos eléctricos de duas e três rodas, sistemas de carregamento alimentados por energias renováveis, estações de troca de baterias e unidades de produção de veículos eléctricos.
Conforme o banco africano, a aposta surge num contexto de rápida urbanização do continente, uma vez que a população urbana africana deverá duplicar até 2050, o que vai pressionar a procura por transportes públicos e soluções para as deslocações de curta distância. Ao mesmo tempo, as grandes cidades “enfrentam problemas crescentes de congestionamento, poluição atmosférica e emissões de gases com efeito de estufa”.
Para a unidade africana, apesar do crescimento do interesse pela mobilidade eléctrica, a adopção continua limitada a projectos-piloto em vários mercados africanos. Entre os principais obstáculos estão os elevados custos iniciais dos veículos e da infraestrutura de carregamento, o risco associado a tecnologias ainda pouco consolidadas e a dificuldade de acesso a financiamento de longo prazo”, aponta.
“A falta de projectos devidamente preparados para financiamento também limita a entrada de investidores privados. É neste ponto que o GMFA pretende actuar, combinando financiamento concessional com dívida sénior, instrumentos de reforço de crédito e assistência técnica” aponta a instituição. O mecanismo foi apresentado pelo BAD em Abril, durante o Fórum de Programas Integrados do GEF, em Nairobi, como uma das iniciativas destinadas a utilizar o financiamento misto para atrair capital privado para projectos climáticos.
Além dos recursos do GEF, o programa deverá contar com financiamento próprio do BAD e de outros parceiros de desenvolvimento. Entre os mecanismos envolvidos estão o KOAFEC, o Fundo de Energia Sustentável para África e o Fundo de Assistência ao Sector Privado Africano.
Os recursos deverão ser utilizados não apenas na aquisição de veículos eléctricos, mas também na preparação de projectos, criação de modelos de negócio, melhoria dos quadros regulatórios e desenvolvimento de uma carteira de investimentos capaz de atrair novos financiadores.








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