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Quase 300 trabalhadores vão para o desemprego

Governo “preocupado” com encerramento do restaurante Jango Veleiro e destaca programa que visa melhorar ambiente de negócios

O Ministério do Turismo destacou que está a acompanhar “atentamente " e com “preocupação” a decisão da administração do emblemático restaurante Jango Veleiro de encerrar o espaço. 
 

Governo “preocupado” com encerramento do restaurante Jango Veleiro e destaca programa que visa melhorar ambiente de negócios

De acordo com uma nota do ministério, o departamento liderado por Márcio Daniel, já está em “articulação” com a gestão do restaurante e demais entidades, com objectivo de “apurar os factos e avaliar os possíveis impactos sociais e laborais”.  
O ministério na nota, destacou ainda as medidas do programa “Simplifica Turismo”, que visa facilitar o funcionamento de estabelecimentos turísticos e melhorar o ambiente de negócios. “O Ministério do Turismo reitera o compromisso com a implementação de medidas que facilitem o funcionamento dos estabelecimentos turísticos, conforme os desígnios do “Simplifica Turismo”, uma medida aprovada no mês de Maio do ano corrente, que visa a simplificação de procedimentos administrativos no sector do turismo, com o objectivo de melhorar o ambiente de negócios, atrair investimento e reforçar a competitividade do destino Angola”, lê-se. 
O Valor Económico revelou na última edição que a administração do Jango Veleiro, liderada pelo empresário Pedro Godinho, vai encerrar o restaurante Jango Veleiro e deixar quase 300 trabalhadores no desemprego.  
Pedro Godinho, explicou ao jornal que as inspecções constantes a que estavam sujeitos, “que era semana sim e semana não”, por parte das administrações e outros organismos do Estado, a situação macroeconómica do país e uma decisão de um Tribunal de Luanda, por causa de uma queixa de um funcionário que trabalhava em ‘part-time’, ditaram a opção pelo encerramento do restaurante.   
O Jango Veleiro tem enfrentado “várias adversidades” ao longo dos anos, segundo o seu proprietário. O empresário conta que, após a pandemia da covid-19 e sem despedir trabalhadores, o restaurante recorreu a financiamentos bancários para conseguir pagar os salários, “algo que não se vê em parte nenhuma do mundo”, já que “os financiamentos e créditos são para serem investidos em projectos de energia e expansão, que possam resultar no aumento das receitas”.