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Com projecto sustentável de produção

Mota-Engil quer pôr Cabinda no mapa mundial do cacau

01 May. 2022 Economia / Política

A Mota-Engil está a apostar na agricultura em Angola, desenvolvendo um projecto sustentável de produção de cacau em Cabinda, com o qual ambiciona levar aquela província aos lugares cimeiros da rota mundial do cacau.

Mota-Engil quer pôr Cabinda no mapa mundial do cacau

João Magalhães, o responsável do projecto desenvolvido pela Mamaland, fala com entusiasmo desta "semente" que está a ser plantada em Cabinda, enquanto atravessamos o que será o futuro campo clonal e as fazendas que irão receber o cacau num total de seis mil hectares.

E explica como a Mamaland, conceito que a Mota-Engil desenvolveu e que privilegia a sustentabilidade e as populações, pretende gerar rendimento a nível local, com um mínimo de impacto para o ambiente.

"Para a Mamaland, a prosperidade é fundamental e tem de ser partilhada por todos, por isso queremos envolver as populações locais neste projecto que liga planeta, pessoas e prosperidade", disse à Lusa durante a visita.

O projecto, que está a ser desenvolvido na mesma província que viu nascer a então Mota e Companhia, em 1946, é também um regresso às origens agro-florestais da empresa que se tornou, entretanto, a maior construtora portuguesa em Africa

Ainda em fase inicial, os primeiros pés de cacau serão plantados no Centro de Desenvolvimento Clonal do Cacau, em Chiela, usando o material genético local numa versão melhorada por Ricardo Souza, especialista em cacau e director técnico do projecto.

"Vamos usar plantas de cacau autóctones, já aclimatadas, nas quais vamos enxertar material genético melhorado. Estamos a tentar localizar o que será melhor para aperfeiçoar o já existente, permitindo obter melhor rendimento", explica, adiantando que a busca pela variedade ideal vai passar, em breve, por São Tomé e Príncipe.

Como o cacau demora cerca de três anos até atingir a primeira produção e cerca de 20 a 30 anos para ser melhorado, a ciência ajudou a produção agrícola a evoluir para uma agricultura de alta precisão, permitindo aumentar a produtividade do cacau, minimizando o impacto sobre o ambiente.

                                                                                                                   Lusa