Aviões reduzem operações em Angola, mas transportam mais carga do que passageiros
AVIAÇÃO. O movimento aéreo em Angola mantém uma trajectória descendente, com o número de voos e de passageiros a recuar no segundo trimestre, enquanto a carga transportada pelas aeronaves recuperou. Especialista considera preocupante a aparente mudança de prioridade e não antevê melhorias significativas no sector a curto prazo. Tráfego permanece fortemente concentrado no Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN).
Depois de um ligeiro abrandamento de 0,3% no primeiro trimestre, a queda do movimento de aeronaves agravou-se para 4,9% no segundo trimestre, com o registo de 12.608 voos, em comparação com igual período do ano anterior.
A mesma tendência verificou-se no transporte de passageiros, que recuou 4,7%, para 699.728 passageiros desembarcados e embarcados nos seis aeroportos funcionais abrangidos pelas estatísticas da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).
O número inclui passageiros da aviação comercial regular e da aviação privada, factor que explica a presença do Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, entre as infra-estruturas com maior movimento, com 32.013 passageiros, equivalentes a 4,6% do total.
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