Num áudio amplamente divulgado

Higino Carneiro garante estar "calmo" e exige explicações sobre rejeição da candidatura ao MPLA

Um dia depois de a Comissão de Candidaturas do IX Congresso do MPLA ter chumbado a candidatura de Higino Carneiro à presidência do MPLA, por alegadas irregularidades, o general na reserva reagiu e garantiu que “está calmo” e que está a produzir um documento de pedido de esclarecimento às supostas falhas.

Higino Carneiro garante estar "calmo" e exige explicações sobre rejeição da candidatura ao MPLA
DR

Num áudio a que o Valor Económico teve acesso, Higino Carneiro diz que não se pode falar em nulidade do processo por haver irregularidades, uma vez que as subscrições terminam apenas a 25 de Outubro. 
 
O pré-candidato diz ainda não ser possível que, no volume de fichas entregues, todos os documentos estejam inválidos e não haja um único válido. Como exemplo, apontou as províncias do Kwanza Sul, onde, de 1400 inscritos, não se validou nenhum, e do Huambo, onde, de 1600 inscrições, apenas 90 foram validadas. 
 
O general entende que “há todo um conjunto de maldade que tem que ser desmontada”, não só juridicamente e tecnicamente, mas através da pressão que deve vir das províncias pelos subscritores que trabalharam e também subscreveram a sua candidatura. 
“Os malfeitores estão dentro do partido, que provocam toda esta desgraça nacional”, denuncia.  
Embora manifesta a defesa pela preservação da unidade, princípios e dos valores do partido, Higino Carneiro pondera impugnar este processo para se combater as injustiças.