Por força do Acórdão do Tribunal Constitucional

Luz verde do TC afasta Florbela da presidência do PHA: Co-fundadora celebra e diz que "a justiça foi feita"

O Tribunal Constitucional dá razão ao grupo de vice-presidentes, membros da Comissão Política Nacional (CPN), que destituíram, no ano passado, Florbela Malaquias do cargo de presidente do Partido Humanista de Angola (PHA). Membros da direcção já traçam os próximos passos.

Luz verde do TC afasta Florbela da presidência do PHA: Co-fundadora celebra e diz que "a justiça foi feita"
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Os requerentes, encabeçados por Ivo Miguel Gonçalves Ginguma (um dos vice-presidentes), acusam Florbela Malaquias de alegadas irregularidades graves, como abuso de poder, nepotismo e o uso do património do partido para fins pessoais. Depois da destituição pela CPN no ano passado, Florbela Malaquias recorreu ao Tribunal Constitucional (TC) para desfazer todos os actos praticados por este órgão, por os considerar ilegais. Em resposta, o TC deu razão à Comissão Política Nacional, através do Acórdão n.º 1133/2026, datado de 6 deste mês e assinado por vários juízes conselheiros encabeçados pela presidente da corte, Laurinda Jacinto Prazeres.  
Diante dos factos, fica a interinar a presidência do PHA o militante Ivo Miguel Gonçalves Ginguma até à reorganização da formação política fundada em 2022, ano em que se realizaram as últimas eleições gerais no país. 
 Ao Valor Económico, a co-fundadora e actual vice-presidente para a Auditoria Nacional do PHA, Albertina Coimbra, sublinha que, apesar de a sentença ter demorado, agradece pelo facto de a justiça ter sido feita, pois o TC usou mecanismos para ver de que lado está a razão. Para que o partido não seja considerado monótono, Albertina Coimbra revela que haverá um encontro da Comissão Política Nacional, a fim de se reorganizar o partido e corrigir os erros cometidos após as eleições de 2022, que elegeram dois deputados desta força política.