EXPLORAÇÃO MINEIRA

Ministro aponta Tetelo como potencial operação mineira de classe mundial

Diamantino Azevedo destaca reservas, produção e perspectivas de expansão da mina, mas remete aos investidores os dados sobre o custo da segunda fase

Ministro aponta Tetelo como potencial operação mineira de classe mundial
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O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, disse esta terça-feira, durante a cerimónia formal de início da expansão da mina de Tetelo, no Uíge, que o projecto reúne condições para se tornar uma operação mineira de escala mundial, tendo em conta as reservas provadas, a produção e as perspectivas de crescimento.

Em declarações à imprensa, o governante destacou o papel do cobre, um dos minerais que serão extraídos da mina de Tetelo, que classificou como estratégico e crítico para a economia mundial. “Angola entra com essa mina para o mapa dos países produtores de cobre”, afirmou.

A concessão de Tetelo é caracterizada como um jazigo polimetálico, tendo o cobre como principal mineral, acompanhado pela produção de zinco e chumbo. “Teremos três minerais a serem explorados nesta concessão”, disse.

Neste sentido, Azevedo considerou que o potencial da concessão permite projectar uma operação de grande dimensão. Segundo explicou, a classificação de uma mina como sendo de escala mundial resulta da conjugação de vários factores, entre os quais as reservas provadas, os níveis actuais de produção e as perspectivas de produção.

“Temos hoje quase a certeza de que teremos aqui, no futuro, uma mina de classe mundial, que irá estar por muitos anos aqui a produzir”, afirmou.

O ministro defendeu  que o desenvolvimento do projecto constitui um sinal de estabilidade para a entrada de investimentos de elevado capital, risco e longo período de maturação, salientando  que os investidores permaneceram durante vários anos na região a realizar trabalhos de prospecção e que, entretanto, o projecto contribuiu para a criação de infra-estruturas que, segundo o governante, começam a impulsionar outros sectores económicos.

Além disso, o ministro acrescentou que o projecto tem cumprido as diferentes etapas dentro dos prazos previstos, o que, segundo afirmou, exige disciplina técnica e um esforço financeiro elevado.

Entretanto, questionado sobre o custo financeiro da segunda fase do projecto, Diamantino Azevedo não avançou valores, remetendo a questão para os investidores. “A minha responsabilidade é política, estratégica, e os aspectos financeiros ficam melhor serem abordados com os próprios investidores”, justificou.

No que respeita à responsabilidade social, Azevedo destacou a integração de jovens da região e a colaboração entre a empresa e instituições de formação ligadas à geologia. Segundo o ministro, vários técnicos da província estão já inseridos no projecto, enquanto a operação também recorre a produtos agrícolas produzidos localmente.

A empresa terá ainda, de acordo com o governante, entre os seus planos trabalhar com produtores agrícolas e outros prestadores de serviços da região.