Geralda Embaló

Geralda Embaló

Directora-geral adjunta do Valor Económico

Seja bem-vindo querido leitor a este seu espaço onde perguntar não ofende depois de uma semana em que o mundo beirou nova guerra, desta feita no Irão, país sobre o qual pairam dúvidas sobre capacidades nucleares, e em que a notícia de que o Papa vai visitar Angola transformou o país numa “placa giratória”, segundo o slogan que por aí anda proliferado pelas bocas de muitos militontos... mas e agora pergunto eu, qual é o interesse de ter um país transformado numa placa? Ainda que gire? Pelo menos para aqueles que vivem na placa?

Seja bem-vindo, querido leitor, a este espaço onde perguntar não ofende, com sinceros desejos de que tenha um
excelente 2026 na companhia dos seus e da sua Rádio Essencial, votos neste início de 2026 já tão cheio de
acontecimentos com impacto global.

Seja bem-vindo, querido leitor, a este seu espaço onde perguntar não ofende, o último de 2025, e que começa pelo importante, por lhe desejar a si, querido leitor, bom Natal, bom Ano Novo, ou boas festas, dependendo da sua condição, finanças ou credos, mas sempre na companhia dos seus.

Seja bem-vindo, querido leitor, a este seu espaço onde perguntar não ofende depois de uma semana em que o chefe concretizou o sonho de estar em Washington novamente ao lado do homem mais poderoso do planeta o presidente dos EUA, Donald Trump. Cada um com os seus sonhos, mais sorte teríamos se o sonho fosse em vez uma Angola melhor para os angolanos. Voou rápido; parece que nem esperou o adeus da vice; foi em surdina, talvez para não alertar os invejosos, não fossem por olho gordo na viagem de suma importância.

Seja bem-vindo querido leitor a este seu espaço onde perguntar não ofende depois de uma semana marcada por mais um vergonhoso golpe palaciano em nome do que não é senão sede de poder e que vem lembrar, pouco tempo depois do que assistimos na Tanzânia, nos Camarões, e em Moçambique antes disso, o quão frágil é a relação das nações africanas com os valores democráticos, mais concretamente com o respeito pela vontade do povo expressa nas urnas. O distintivo da Guiné-Bissau até agora é a preservação da vida, que esperemos que se mantenha num país famoso pelos seus mais de 20 golpes e tentativas de golpe desde a independência em 1974, mas que tem muito mais para dar do que manchetes sobre intentonas e tráfico de droga como escrevia o jornalista e escritor de mão cheia, Sousa Jamba num belíssimo texto sobre a triste situação da Guiné-Bissau.