Angola persiste entre os países africanos com inflação e taxas de juro mais elevadas
Desaceleração da inflação não tira o país da lista dos mais inflacionistas do continente africano, tão-pouco do rol que cobram mais caro para emprestar dinheiro. Economista suspeita dos dados oficiais e repara que a taxa ainda é alta e deixa as famílias numa condição pior.
Contam-se 23 meses desde que a inflação desacelera ininterruptamente, estando mais próximo de um digito. Em Junho a taxa homóloga fixou-se em 10,11%, a mais baixa dos últimos cinco anos. A evolução descendente levou o Comité de Política Monetário (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) a reduzir a taxa de juros de 17% para os 15,75%. Ainda assim, os dados figuram entre os mais elevados no continente africano.
A inflação actual coloca o país no 11º lugar na lista dos mais inflacionados do mercado africano, cuja taxa se encontra nos dois dígitos. O conjunto no vermelho é liderado pelo Sudão do Sul (com 58,21%) e o Malauí (21,1%), mas abrange alguns países que têm a taxa em um dígito como é o caso de São Tomé e Príncipe (9,2%), Madagáscar (8,6%) e a Somália (8,4%).
A inflação mais baixa é registada pelo Burkina Faso e o Togo com 0,1% cada um e Senegal e República Centro Africana com 0,4%, respectivamente. No rol entra igualmente a Ilhas de Seychelles com 0,43% e Cabo Verde com 1,1%. Pelo menos, a nível continental, quatro países deparam-se com um mercado em deflação, nomeadamente Benin (-0,4%), Guiné Bissau (-1,2%), Níger (-2,9%) e o Chade (-3,7%).
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