GPL LEVANTA SUSPENSÃO PARCIALMENTE

Apenas duas empresas estão autorizadas a embarcar e desembarcar na Praia da Mabunda

PESCAS. APASIL explica que as duas empresas pertencentes ao segmento semi-industrial são as únicas que reúnem condições de vigilância epidemiológica para operar. GPL mantém a venda de pescado suspensa, mas alguns comerciantes continuam com a actividade escondidos nas ruas e becos da Mabunda.

Apenas duas empresas estão autorizadas a embarcar e desembarcar na Praia da Mabunda

Governo Provincial de Luanda (GPL), levantou, recentemente, de forma parcial e temporária a suspensão do embarque e desembarque de pescados e derivados na praia da Mabunda, a apenas duas empresas, a Coapescas e Jorgemar, e manteve a proibição de venda no perímetro, no quadro das medidas de prevenção e combate à cólera, que levaram ao encerramento do mercado desde 28 de Fevereiro.

De acordo com um comunicado de imprensa a que o Valor Económico teve acesso, a suspensão foi levantada após uma “avaliação da Comissão Multissectorial composta pelos Ministérios da Saúde e das Pescas e Recursos Marinhos e o Governo Provincial de Luanda sobre a evolução das medidas de contenção e prevenção contra a cólera”.

Os dois armadores autorizados a atracar, novamente, na praia da Mabunda, pertencem ao segmento de pesca semi-industrial, e estiveram paralisados desde o encerramento do mercado. Como alternativa, foram desviados para o Porto Pesqueiro da Boavista, que é exclusivo para embarcações de aço, enquanto a Coapescas e a Jorgemar usam embarcações de madeira e fibra, segundo o presidente da Associação de Pesca Artesanal Semi-Industrial e Industrial de Luanda, Manuel Azevedo.

Segundo Azevedo, a nível dos armadores do perímetro da Samba que continuam paralisados, a Coapescas e Jorgemar são “os únicos que reúnem condições de vigilância epidemiológicas” para operar, face ao quadro das medidas de prevenção e combate à cólera.

No que diz respeito aos armadores artesanais, Manuel Azevedo explicou que estes foram orientados a fazer o embarque e desembarque de pescado em outros pontos, como a praia Amélia e a zona do Lelo, Ilha de Luanda.

“Alguns armadores artesanais, por rebeldia, durante à noite e madrugada, têm-se dirigido à praia para realizarem as suas actividades de forma ilegal”, denuncia entretanto, acrescentando que esses armadores apontam a falta de condições nos pontos orientados pelo governo como a razão que os leva a optar pela infracção, embora estejam a ser constantemente apanhados pelo enorme aparato de fiscais na zona.