INE alega que mais de 10 milhões de angolanos não querem trabalhar
EMPREGO. Investigadores questionam a metodologia do inquérito e defendem perguntas mais simples para captar actividades informais como zunga, roboteiro ou lavra. Enquanto isso, emprego informal cresceu em 565 mil pessoas no segundo trimestre, contra apenas 43 mil novos empregos formais.
Os números oficiais do emprego em Angola continuam a revelar uma realidade difícil de conciliar com o que se observa nas zonas urbanas e rurais do país. No segundo trimestre deste ano, mais de 10 milhões de pessoas com 15 ou mais anos foram classificadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) como estando fora da força de trabalho, por não estarem disponíveis para trabalhar ou não procurarem activamente emprego.
Ao todo, são 10,044 milhões de pessoas, menos 3,9% do que os 10,452 milhões registados no trimestre anterior. Apesar da redução, o número representa cerca de 45% da população com idade para trabalhar e levanta dúvidas entre investigadores económicos sobre a capacidade do actual inquérito para captar a realidade do mercado de trabalho angolano.
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