ANTÓNIO GAVIÃO NETO, PRESIDENTE DA ATROMA

“Sete mil kwanzas por uma portagem é muito dinheiro”

Líder da Associação dos Transportadores Rodoviários de Mercadorias de Angola (Atroma) considera elevada a taxa de sete mil kwanzas para os veículos pesados e alerta que o aumento dos custos de transporte acabará por chegar ao consumidor. António Gavião Neto lamenta ainda a falta de consulta às associações na definição da medida e defende uma maior aproximação entre o Governo e os operadores do sector.

“Sete mil kwanzas  por uma portagem é muito dinheiro”
Santos Samuesseca

Como olha para as novas taxas de portagem anunciadas pelo Governo?

Tudo o que vem para melhorar a economia do país é sempre bem-vindo. No entanto, tudo depende da forma como a medida será implementada. As taxas de portagem que entrarão brevemente em vigor vão, naturalmente, obrigar a um reajuste da programação financeira das empresas associadas da Atroma. É preciso, por isso, que sejam criadas as condições necessárias, com pontos de pagamento devidamente estruturados e espaços suficientes para a circulação de vários camiões, de modo a evitar o afunilamento e a concentração de veículos num mesmo local para efectuar o pagamento.

 

Os valores estipulados ajustam-se à realidade do sector?

Estamos a falar de vias públicas cuja construção foi feita com recurso a dinheiro público. Na nossa perspectiva, o valor ainda é elevado. Temos empresas que possuem mais de 50 ou até 100 unidades em operação. Pagar sete mil kwanzas de portagem por cada camião, sobretudo quando este tem de circular diariamente na mesma zona, representa uma despesa enorme para as empresas.



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