DO FORNO À ZUNGA

Venda de salgados ganha espaço nas noites de Luanda

ZUNGA. Comércio ambulante nocturno de salgados garante autonomia financeira a famílias e permite facturações de até 700 mil kwanzas mensais. Apesar do movimento, que ajuda a custear habitação e educação, actividade enfrenta subida dos custos de produção, jornadas longas e riscos de segurança.

Venda de salgados  ganha espaço nas noites de Luanda
Santos Samuesseca

A venda informal e ambulante de salgados pelas ruas, paragens de táxi, escolas e bares de Luanda ganhou, nos últimos tempos, um novo formato. O comércio tem-se afirmado sobretudo no período pós-laboral, em bairros como Terra Nova, Palanca, Rangel, Zango e Marçal, onde a procura por petiscos em locais de convívio e colégios nocturnos garante a venda diária de 150 a 200 salgados por vendedora.

A mudança não está apenas nos horários. Muitas das mulheres que hoje vendem nas ruas são também as próprias pasteleiras, ao contrário do que acontecia anteriormente, quando era mais comum produzirem os salgados e contratarem outras pessoas para fazer a venda ambulante.



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