“Quando os custos tornam o produto nacional menos competitivo, acaba por abrir-se espaço para a importação”
Entende que a redução da dependência das importações não passa apenas pela construção de fábricas, mas pela criação de uma cadeia integrada que envolva produtores, indústria, logística e distribuição. Na sua visão, enquanto persistirem limitações no campo, como dificuldades de financiamento, assistência técnica, transporte e escoamento, a indústria continuará condicionada pela necessidade de recorrer ao exterior.
O Grupo está em Angola há mais de 30 anos, um período durante o qual o país atravessou diferentes fases económicas, desde a reconstrução nacional até aos actuais desafios de diversificação da economia. Como descreve esta trajectória e quais foram os principais momentos que marcaram a evolução do Grupo no mercado nacional?
Estamos em Angola há 34 anos. Começámos com um pequeno armazém dedicado ao comércio de commodities agrícolas. À medida que a empresa foi crescendo, expandimos a nossa presença para várias províncias. Com o passar dos anos, a administração percebeu que o futuro passava por criar valor dentro do país, reduzindo a dependência das importações e apostando na produção local. Foi assim que iniciámos um investimento na indústria nacional. Hoje, contamos com cerca de 10 anos de actividade industrial.
A Webcor, que é o grupo a que pertence a Agoalissar, tem uma vasta variedade de produtos, quais os de maior procura no mercado?
Produzimos lacticínios, óleos alimentares, farinha de trigo e sabão. O segmento dos óleos alimentares continua a ser a nossa principal actividade industrial. Neste momento, cerca de 80% dos produtos de marca própria que comercializamos são produzidos em Angola, naturalmente excluindo as marcas internacionais que distribuímos.
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