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BLOCO 17

Total com problemas no Pazflor

PETRÓLEO. Pazflor integra o bloco mais produtivo do país, que, em 2018, assegurou mais de 38% da produção global. Este ano, exportações do bloco recuaram 10%.

Total com problemas no Pazflor

A produção petrolífera no Bloco 17, o mais produtivo do país, tem estado abaixo do nível considerado normal, devido a uma irregularidade no FPSO Pazflor que se resume na produção de água por excesso, apurou o VALOR de técnicos que trabalham na plataforma.  

Segundo a informação, no processo de procura da causa do excesso de água, a petrolífera viu-se obrigada a reduzir a produção, situação que acontece há já algumas semanas. “Não podemos adiantar o nível exacto da redução, porque vão reduzindo ou cortando em um ponto e depois em outro para encontrar as causas. O certo é que, no final do ano, a produção deste bloco registará uma redução considerável”, garantiu a fonte, acrescentando acreditar que a “solução ainda levará algum tempo”.  

A Total Angola não respondeu ao VALOR, mas um funcionário sénior da petrolífera garante que, até onde tem conhecimento, “não existe problema técnico em nenhum dos campos do Bloco 17, o que há é o declínio natural dos blocos”, explicou. 

O Pazflor é um dos quatro FPSO do Bloco 17 e tem uma capacidade de produção de 220 mil barris de petróleo/dia. Começou a produzir em Agosto de 2011 e explora uma zona com reservas provadas e prováveis estimadas em 590 milhões de barris.

O Bloco 17, por sua vez, é o mais produtivo de Angola. Em 2018, garantiu 38,5% da produção total de petróleo bruto que foi de 539.813.065 barris, equivalentes a uma média diária de 1.478.940 barris.  Ainda assim, a produção do Bloco 17, no período, registou uma redução de 12% ao passar de 218.466.944 para 193.217.043 barris de petróleo bruto, dos quais 75.679.427 foram entregues à Sonangol como direito de concessionária.

Exportações recuam 

Entre Janeiro e Agosto deste ano, registou-se uma redução de 10,9% nas exportações petrolíferas garantidas pelo Bloco 17, taxa que se enquadra na média anual do declínio natural que oscila entre os 10 e os 15%. No período, foram exportados pouco mais de 105,5 milhões de barris, em vez dos mais de 118,5  milhões do período homólogo.