INOVAÇÃO. Sensores instalados no pavimento vão gerar electricidade quando pressionados. Em estradas com muito movimento, pode constituir uma boa fonte de energia. A Califórnia, nos EUA, vai financiar dois projectos destinados a testar a viabilidade da piezoelectricidade nas estradas. Apenas 800 metros de via poderão ser suficientes para alimentar 5.000 lares. Depois das estradas com painéis solares, finalmente chegam as estradas capazes de gerar electricidade simplesmente através da passagem dos veículos sobre o asfalto. As autoridades da Califórnia, nos EUA, decidiram disponibilizar mais de dois milhões de dólares para avaliar a viabilidade desta solução, e vão mesmo financiar dois projectos experimentais, que propõem a piezoelectricidade como fonte geradora de energia ligada ao pavimento. O princípio subjacente a esta solução é simples. Como alguns cristais têm a capacidade de gerar uma tensão eléctrica quando sujeitos a uma pressão, as autoridades daquele estado norte-americano não pensaram duas vezes diante da mais nova solução geradora de energia, embutindo sensores piezoeléctricos nas estradas, de forma a transformar em electricidade a simples passagem dos veículos sobre as mesmas. Com ou sem sensores, a força exercida pelos veículos sobre o asfalto vai sempre existir. Um dos projectos em questão prevê a instalação de uma fina rede de pequenos sensores piezoeléctricos num troço de asfalto de 60 metros de uma universidade californiana. Estima-se que seja necessária a passagem de, pelo menos, 400 veículos por hora para tornar economicamente válida esta solução. Algo que não será difícil de alcançar em inúmeros locais do território americano. O segundo projecto é mais ambicioso e fará uso de 800 metros de auto-estrada, também com sensores piezoeléctricos embutidos, para alimentar, potencialmente, 5.000 lares. Aqui, outros dos elementos em análise serão as eventuais consequências para o pavimento, em termos de durabilidade e desgaste, resultantes da montagem dos referidos sensores.
Valor Económico
Biotecnologia. Lepidóptero come sacos de plástico, uma maneira de ‘lutar’ contra a poluição com plástico. É um dos materiais existentes no planeta mais difíceis de se decompor. Cientistas europeus descobriram uma lagarta que come sacos, o que poderá significar uma maneira de combater a poluição com plástico, um dos materiais cuja composição é das mais difíceis que se conhecem no mundo.A chamada traça da cera, cujas larvas são criadas para usar como isco para a pesca, é um flagelo para as colmeias de abelhas na Europa, e foi por coincidência que uma cientista que também é apicultora descobriu como podem acelerar a degradação do polietileno. Quando Frederica Bertocchini, do Instituto de Biomedicina e Biotecnologia de Cantábria, em Espanha, limpava as larvas que vivem como parasitas da cera de abelha de uma das suas colmeias, pô-las num saco de plástico e reparou que, pouco tempo depois, apareceram buracos no saco. A cientista experimentou então juntar cerca de cem lagartas com um saco de plástico comum de um supermercado britânico e verificou que os primeiros buracos apareceram ao fim de 40 minutos. Após 12 horas, tinham desaparecido 92 miligramas de plástico, um ritmo muito superior ao que os cientistas já experimentaram com bactérias que conseguem consumir apenas 0,13 miligramas por dia. “Se uma única enzima for responsável por este processo químico, a sua reprodução em grande escala com métodos biotecnológicos deverá ser possível”, afirmou Paolo Bombelli, da Universidade britânica de Cambridge, e o principal autor do estudo divulgado na publicação especializada Current Biology. O polietileno é usado principalmente em embalagens e representa 40 por cento dos produtos plásticos usados na Europa, onde 38% do plástico acaba em aterros sanitários. Cerca de um trilião de sacos de plástico é usado todos os anos, representando um fardo enorme para o ambiente, uma vez que o plástico é altamente resistente e mesmo quando começa a decompor-se continua fragmentado e espalhado pelos ecossistemas. Como as larvas conseguem comer plástico ainda não está completamente estudado, mas os investigadores sugerem que a decomposição da cera das abelhas e dos plásticos pelas larvas envolve um processo químico semelhante. Frederica Bertocchini salientou que a cera é “um polímero, uma espécie de ‘plástico natural’ com uma estrutura semelhante ao polietileno”.
CRISE. Processo de retirada oficial da Venezuela da OEA poderá demorar dois anos e custar ao país o pagamento de uma dívida, que tem para com a organização, na ordem dos 8,7 milhões de dólares. A Venezuela decidiu abandonar a Organização de Estados Americanos (OEA), o anúncio foi feito pela ministra venezuelana de Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, deixando claro que o processo da retirada oficial já iniciou. “Iniciaremos um procedimento que demora 24 meses. A Venezuela não participará em nenhuma actividade em que se pretenda posicionar o intervencionismo e a ingerência de um grupo de países que só procura perturbar a estabilidade e a paz do nosso país”, afirmou a governante. O anúncio do abandono foi, na sequência de a Organização dos Estados Americanos ter aprovado uma convocação para uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da organização, com o objectivo de analisar a crise política da Venezuela. Segundo a ministra, há um grupo de países da OEA que pretendem prejudicar o Presidente Nicolás Maduro e a revolução bolivariana.”São acções dirigidas por um grupo de países mercenários da política para restringir o direito ao futuro, do povo da Venezuela, o direito a viver tranquilamente”, frisou. A OEA aprovou a reunião para debater a Venezuela, com caráter de urgência. A resolução teve 19 votos a favor, 10 contra, quatro abstenções e uma ausência.Votaram a favor a Guiana, Bahamas, Santa Lucia, Argentina, Barbados, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Honduras, Guatemala, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. Ao finalizar a votação o embaixador permanente da Venezuela na OEA, Samuel Moncada, condenou a realização da reunião extraordinária, para debater sobre assuntos internos venezuelanos, sublinhando que Caracas não aceitará uma “tutelagem” de nenhum organismo. “Não reconhecemos o que se pretende impor. Nós opomo-nos a esta resolução violada e anti-jurídica. Defenderemos a soberania da Venezuela em qualquer circunstância”, afirmou o embaixador venezuelano. O processo de retirada oficial da Venezuela da OEA poderá demorar dois anos e custar ao país o pagamento de uma dívida, que tem para com a organização, na ordem dos 8,7 milhões de dólares. Entretanto, a economia e a sociedade venezuelanas estão a um passo da rutura, depois de o governo intensificar a perseguição a oposição. O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, é acusado de bloquear iniciativa que pudesse levar à convocação de eleições, como consequência de o Supremo Tribunal publicar as sentenças que removiam a imunidade de deputados de partidos da oposição, acto considerado como usurpação de poderes da Assembleia Nacional. No Supremo Tribunal é constituído por juízes nomeados directamente pelo presidente Maduro. No seu relatório, a Amnistia Internacional acusa o presidente da Venezuela de uso ilegal do sistema judicial para perseguir a oposição, com o recurso “a detenções arbitrárias por motivos políticos e sem ordem judicial e lançamento de campanhas de difamação contra a oposição na imprensa, bem como o uso da prisão preventiva sem apresentação de queixa.
PROMULGAÇÃO. Diploma vigora desde 24 de Janeiro e visa, de entre outros propósitos, garantir a conservação e o uso sustentável das zonas florestais e da fauna selvagem terrestre nacional.
CONTESTAÇÃO. Governo promulga pacote legislativo sobre a comunicação social, mas o documento não satisfaz jornalistas e o assunto poderá ir parar aos tribunais.
PORQUE FALHAM OS NEGÓCIOS