João Lourenço foi eleito neste sábado (8), pelos delegados presentes no 6.º congresso extraordinário do MPLA, que decorreu no Centro de Conferências de Belas, em Luanda, como sendo o novo presidente do partido, com 2.309 votos. Num pleito que registou 100 votos nulos, 27 contra e seis abstenções. Depois de ser confirmado o quinto presidente do MPLA, com 98,59 % dos votos dos dois mil 448 delegados ao 6.º congresso extraordinário do partido, novo líder do partido, João Lourenço, durante o seu discurso apontou que a corrupção, o nepotismos, a bajulação e a impunidade como os principais males a combater pelos “muitos” danos que causam a economia. João Lourenço homenageou ainda os anteriores líderes da organização, António Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos, declarou que só será possível construir um futuro melhor, se houver coragem de "realmente corrigir o que está mal e melhor o que está bem”. Ainda durante o discurso, João Lourenço, disse que, nesta cruzada, o MPLA deve tomar a dianteira, assumir o papel de vanguarda, mesmo que os primeiros a tombar sejam militantes ou altos dirigentes do partido que tenham cometido crimes ou que pelo seu comportamento social estejam a sujar o bom nome da organização partidária. Destacou que a história do MPLA esteve sempre associada a causas nobres que orgulham, como a conquista da independência e a defesa da soberania nacional, a contribuição na luta pela libertação dos povos da África Austral contra o regime do ‘apartheid’, paz e a reconciliação entre os angolanos. Encorajou para que não se confunda nunca a necessidade de se promover uma classe empresarial forte e dinâmica de gente honesta, que produz bens e serviços e cria empregos, com aqueles que têm enriquecimento fácil e ilícito, a custa do erário, que é património de todos os angolanos. "No caso destes últimos serem militares ou dirigentes, não permitiremos que comportamentos condenáveis desta minoria gananciosa manche o bom nome deste grande partido, que foi criado com suor e sangue para defender uma causa nobre”, garantiu. Luísa Damião eleita vice-presidente do MPLA Na primeira reunião de João Lourenço como líder partidário, o Comité Central do MPLA elegeu Luísa Pedro Francisco Damião como vice-presidente da formação política. A nova vice-presidente do MPLA foi eleita com 229 votos, correspondentes a 66,76 % de um total de 348 membros do Comité Central presentes. No referido pleito, Luísa Damião superou Carolina Cerqueira, também membro do Comité Central e do Bureau Político do MPLA, que obteve 102 votos, que correspondem a 29,74 %. Os membros do Comité Central elegeram ainda Boavida Neto como secretário-geral da formação política. Boavida Neto teve 257 votos, correspondentes a 73,85 % de votos, superando o primeiro secretário provincial do MPLA na Lunda-Norte, Ernesto Muangala, que obteve 84 votos, num total de 24,14 %. Durante a sessão, foram ainda eleitos os membros da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central do MPLA que terá como coordenadora, Ana Paula Inês Dala, e coordenador-adjunto, João Sebastião Teta. O 6.º congresso do MPLA considerado “histórico” decorreu sob o lema ‘Com a força do passado e do presente, construamos um futuro melhor’. Quase 40 anos depois, José Eduardo dos Santos passa a pasta a João Lourenço, actual Presidente da República e que foi um dos delfins do líder do MPLA. Participaram do acto cerca de três mil delegados, todos militantes do partido, e centenas de convidados nacionais e estrangeiros. 

Valor Económico
TAAG prevê duplicar destinos no exterior
As Linhas Aéreas de Angola (TAAG) projecta expandir os seus destinos de 26 para 50, de acordo com José Kuvingua, presidente do conselho de administração da companhia. A falar a propósito do 80.º aniversário da DTA/ TAAG, num programa que a transportadora difunde na Luanda Antena Comercial (LAC), o responsável afirmou que a definição dos novos destinos tem como prioridade o continente africano. Actualmente a companhia voa para oito desdtinos africanos, enquanto Portugal continua a ser o principal em termos de voos semanais e passageiros transportados. A Divisão de Transportes Aéreos (DTA) foi fundada em 1938, dando lugar à TAAG em 1973, que assinala amanhã (7) o aniversário de oito décadas de operação. O presidente do conselho de administração da TAAG declarou que o alargamento das rotas consta no plano estratégico e no quadro do crescimento da companhia, o que vai ser feito com elevada dinâmica “a nível do continente africano e a nível regional”.
O Banco Nacional de Angola efectuou na quarta-feira (5) a 2.ª sessão de venda de divisas aos bancos comerciais, tendo colocado no mercado primário o montante de 30 milhões de euros para a cobertura de operações de natureza comercial e privada em posse dos bancos comerciais e em conformidade com a regulamentação cambial vigente. Foi apurada a taxa de câmbio de referência de 329,537 kwanzas por euros, tendo 14 bancos como participantes. O BE recebeu 4 milhões de euros, os bancos BFA, BPC, KEVE e o Sol receberam cada um 3.750 milhões de euros. Por sua vez, o BCS adquiriu 3.628 milhões de euros e o BIC foi contemplado com 2.500 milhões de euros. Na última sexta-feira, o BNA informou que passaria a divulgar, no último dia útil de cada mês, de forma indicativa, o montante e calendário das suas intervenções no mercado cambial para o mês seguinte, com o objectivo de conferir maior previsibilidade ao mercado. Deste modo, para este mês de Setembro, o Banco Central irá proceder à venda do equivalente a 700 milhões de dólares, incluindo ‘plafonds’ para cartas de crédito, por via de oito leilões.
Bolsa de Valores fecha Agosto em “alta”
A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) ecfetuou em Agosto 292 negociações e transacionou 92.300 milhões de kwanzas, permitindo encerrar o mês em alta, indica hoje (5) uma nota do Ministério das Finanças. O montante transacionado em Agosto representou um aumento de 30.000 milhões de kwanzas ou cerca de 32,5% em relação a Julho, em que foram transacionados 62.000 milhões de kwanzas, quando se registou uma queda de 28,3% comparativamente a Junho. Em Agosto, a BODIVA negociou no mercado bilateral 48.400 milhões, enquanto no ambiente multilateral registou 43.800 milhões de kwanzas. No período em referência, os investidores realizaram 292 negócios na BODIVA, sendo o Banco de Fomento Angola (BFA) a instituição que mais negócios intermediou (170). No total, entre Janeiro e Agosto, a BODIVA realizou 2.557 negócios, que movimentaram 512.800 milhões de kwanzas. A gestão do processo de emissão e colocação da Dívida Pública no mercado nacional, anteriormente feita pela Unidade de Gestão da Dívida (UGD) passou, desde 21 de Maio, para a responsabilidade da BODIVA.
FMI regressa à Argentina com 50 mil milhões USD
FINANCIAMENTO. Fundo Monetário Internacional volta a intervir. Desta vez, promete manter os apoios sociais e reforçar o banco central. Pedido do governo foi feito em Maio. Economia argentina tenta travar quedas sucessivas do valor da moeda. Um novo acordo de financiamento foi assinado entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo da Argentina, prevendo um desembolso de fundos de até 50 mil milhões de dólares para corrigir a alta da inflação do mercado e “restaurar a confiança” dos agentes económicos daquele país sul-americano, de acordo com uma nota do organismo citada pela imprensa internacional. O desembolso decorre de um pedido de assistência financeira que o país emitiu em Maio, depois de ver reduzido o seu produto interno bruto (PIB), com a saída de investidores dos mercados emergentes. Parte do envelope financeiro já está nos cofres do Tesouro daquele país, e está calculada em 15 mil milhões de dólares, enquanto outros 35 mil milhões estão previstos ao longo dos três anos, período que deve durar o acordo. Entre as metas do acordo figura a necessidade de redução da inflação e deve ainda estabelecer “metas mais realistas e reforçar a independência do banco central do país”. “O plano inclui passos para proteger a camada mais vulnerável da sociedade ao manter os gastos sociais se as condições piorarem, ao permitir mais gastos no sistema de seguridade argentino”, declarou o FMI. O acordo marca uma viragem para a Argentina, que, durante anos, evitou o FMI depois de uma crise económica devastadora entre 2001 e 2002, crise que muitos argentinos atribuíram às medidas de austeridade impostas pelo FMI. A decisão do presidente Mauricio Macri de recorrer ao credor provocou protestos nacionais. A Argentina tentará, assim, reduzir o seu défice fiscal para 1,3% do PIB em 2019, contra os anteriores 2,2%, antevê Nicolás Dujovne, ministro do Tesouro do governo de Macri. Do FMI, saíram exigências de um equilíbrio fiscal e um superávit fiscal de 0,5% do PIB até 2020, objectivos que integram o pacote de condições do organismo financeiro internacional ao país de Macri. Já Christine Lagarde, directora-geral do FMI, considera que “esta medida acabará por diminuir as necessidades de financiamento do governo, colocar a dívida pública numa trajectória descendente, além de aliviar um fardo das costas de Argentina”. A taxa de juros da ajuda do FMIdeverá rondar entre os 1,96% e 4,96%, dependendo de quanto a Argentina usa. “O país deve pagar cada desembolso em oito parcelas trimestrais, com um período de carência de três anos”, impõe o acordo. Há ainda a obrigação de o governo enviar “uma proposta ao Congresso para reformar a carta do banco central e fortalecer a sua autonomia”, além de que o banco central “vai parar de transferir dinheiro para o Tesouro”, uma prática conhecida localmente como a “pequena máquina”, vista como um dos principais impulsionadores da inflação incessante. “A pequena máquina foi desligada; está desconectada”, disse o governador do banco central, Federico Sturzenegger, em resposta às exigências do organismo. O apoio do FMI deve reforçar os activos argentinos, que caíram nos últimos meses. Juros nos 60% O banco central argentino decidiu, no fim da semana passada, voltar a aumentar a sua taxa de juro de referência de 45% para 60%, em resposta à “actual conjuntura cambial”, marcada pela depreciação do peso. O comité de política monetária daquele supervisor argentino explicou que a medida foi adoptada por unanimidade “perante o risco de um maior impacto na inflação”. Esta subida dos juros foi decidida apenas 17 dias depois do último aumento de 40% para 45%, que já tinha sido antecedido por outras medidas. O comité compromete-se a manter os juros nos níveis actuais até Dezembro. O peso caiu durante as intensas negociações nas bolsas estrangeiras, caindo mais de 10%, apesar do movimento da taxa do banco, na queda mais severa da moeda desde que foi lançada em 2015. Até ao último dia da semana passada, um dólar valia mais de 39 pesos, tendo valido aproximadamente 18 pesos no começo







COMBUSTÍVEL EM FALTA E DÍVIDA FORA DE CONTROLO