
Geralda Embaló
Directora-geral adjunta do Valor EconómicoE agora pergunto eu...
Seja bem-vindo querido leitor a este seu espaço onde perguntar não ofende no fim de uma semana dir-se-ia ‘feita num oito’ como diz a expressão muito tuga que traduz: mau estado, torcido, dores, quebras, estragos e cansaço...
E agora pergunto eu...
Depois de mais de uma semana de lutas embaraçosas por um corpo que em vida foi ignorado e maltratado nos seus derradeiros anos, depois de décadas de deificação incansável da parte dos camaradas, a palavra que me veio à mente é de um livro daquelas colecções de alfarrabista tão antigas que têm as páginas castanhas e cheiram a guardado.
E agora pergunto eu...
seja bem-vindo querido leitor a este seu espaço onde perguntar não ofende, depois de uma semana em que a superioridade do euro face ao dólar morreu, graças à guerra entre a Rússia e a Ucrânia e aos efeitos colaterais devastadores para as economias da zona euro; das notícias acerca da morte política de Boris Jonhson (papá do Brexit) no Reino Unido, isto ao cabo de tantos escândalos que o próprio partido, já envergonhado (há partidos que têm vergonha) o pôs a correr; depois do assassinato do antigo primeiro-ministro do Japão durante um comício que chocou o mundo; e por fim, da notícia, depois de meses de mujimbos, da morte de José Eduardo dos Santos.
E agora pergunto eu...
A nossa actualidade andou esta semana muito marcada pelas reacções, pelos debates pelas novelas, pelos sentimentos contraditórios e pelas múltiplas saias justas que o deteriorar da saúde do ex-presidente da república gerou. Os relatos sobre o seu estado de saúde e sobre o que se passa in loco são contraditórios. Não faltaram os costumeiros anúncios apressados da morte e, entretanto, surgiram dúvidas e teorias conspirativas levantadas, aparentemente, pela mais estridente dos filhos do ex-PR acerca do que terá causado o debilitar do estado do pai.
PORQUE FALHAM OS NEGÓCIOS