Guilherme  Francisco

Guilherme Francisco

crise. Transportadora concentra 86,3% dos passageiros domésticos e recebeu centenas de milhares de milhões de kwanzas em apoios e instrumentos de financiamento. Operadores privados perdem espaço e especialistas questionam a sustentabilidade de um mercado em que o Estado é simultaneamente regulador, financiador e concorrente.

ANÁLISE. Transferência do tráfego internacional para o AIAAN deixou a gestora aeroportuária com um prejuízo de 17,8 mil milhões de kwanzas e levou os auditores a questionarem a sua continuidade. Enquanto isso, o novo aeroporto recebeu 7,19 mil milhões de kwanzas em subsídios no primeiro ano de operação. A crise no sector passa também pelos défices da Taag.

PRIVATIZAÇÃO. Com a aprovação do prospecto, que dá à luz verde para a venda na bolsa angolana, o banco de origem sul-africana constituiu-se em um activo rentável para o Estado angolano depois de confiscada a participação de São Vicente. Banco acredita que processos judiciais não o afectam financeiramente, mas alerta que informações negativas podem impactar venda da participação controlada pelo IGAPE

Entende que as relações comerciais entre o Brasil e Angola deveriam merecer um outro tipo de tratamento, à semelhança do que ocorre na cooperação política e cultural. Raimundo Lima, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Angola, refere que o comércio entre os dois países enfrenta custos logísticos relevantes e alerta para a necessidade de revisão da lei de terras para que possa atrair investidores brasileiros.