Valor Económico

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O Presidente queniano Uhuru Kenyatta vai ser empossado terça-feira (28), em Nairobi para o seu segundo e último mandato, noticia hoje (27), a AFP.

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A cerimónia de terça-feira marca o fim da crise política que afecta a economia daquele país do leste de África, iniciada com uma decisão do Supremo Tribunal que anulou a 1 de Setembro as anteriores eleições, de 8 de Agosto, ganhas por Urutu, que foram invalidadas, a pedido da oposição, devido as irregularidades verificadas na transmissão de resultados.

A decisão do tribunal tinha sido saudado pela oposição que qualificou o facto como uma oportunidade para os políticos quenianos de reforçar a democracia, escreve Nicolas Delaunay para a AFP. Entretanto, um novo clima de desconfiança surgiu quando Urutu Kenyatta foi proclamado vencedor das novas presidenciais, organizadas a 26 de Outubro último e boicotadas mais uma vez pela oposição.

Mesmo assim o Supremo Tribunal validou o novo escrutínio a 20 de Novembro, o facto foi festejado no feudo de Kenyatta, em contrate com as manifestações surgidas nos bastiões do opositor Raila Odinga, no oeste e alguns bairros de Nairobi reprimidas pela polícia.

Odinga, que já perdeu três eleições à presidência, prometeu a vinda de uma " terceira república", referindo-se a independência conquistada em 1963 e à nova Constituição adoptada em 2010. Kenyatta , de 56 anos e no poder desde 2013, venceu com 98% de votos nas eleições de Outubro realizadas com fraca participação (39%) por causa do boicote da oposição.

Os apoiantes de Odinga tentaram impedir a realização do escrutínio em quatro circunscrições do oeste sobre as 47 que conta o país. No entanto, muitos observadores sublinham que a crise actual vão exacerbadas profundas divisões sociais, geográficas e étnicas que atravessa esse país de 48 milhões de habitantes.

Nos feudos de Raila Odinga, de etnia Luo, reforça-se o sentimento de terem sido desclassificados, descriminadas não tidos em contra desde a independência do Quénia em 1963, contra os kikuyu, etnia de Kenyatta, que deu ao país três dos seus quatro presidentes.

Mais de 30 imigrantes morreram e outros 200 foram resgatados com vida no sábado, após o naufrágio de duas embarcações ao largo da costa da Líbia, informou a Marinha do país do norte de África.

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A Guarda Costeira líbia realizou duas operações de resgate ao largo de Garaboulli, informou o coronel Abou Ajila Abdelbarri, chefe da Guarda Costeira na capital líbia. “Quando chegamos no local, descobrimos um primeiro bote afundado onde várias pessoas se agarravam”, disse.

O oficial acrescentou que a sua equipa conseguiu salvar 60 pessoas e recuperar 31 corpos da água. Em torno do segundo bote havia 140 sobreviventes, acrescentou, sem especificar se há passageiros desaparecidos. Nesta época as condições climáticas parecem propícias levando os imigrantes a tentar a travessia através do Mediterrâneo Central, a bordo de embarcações perigosas, para chegarem à Europa.

De acordo com o comandante Nasser al-Gammoudi, o primeiro bote afundou com pelo menos 75 pessoas e os socorristas estiveram mais de cinco horas a procura de outros sobreviventes. Entretanto, as autoridades líbias iniciaram uma investigação para identificar e deter os responsáveis pelo “tráfico humano” para que respondam perante a Justiça pelos seus os actos, qualificados como “desumanos”.

Desde que veio à tona o escândalo sobre escravatura, as autoridades defendem que o problema dos migrantes representa um sério desafio quando o país enfrenta uma prolongada crise política, insegurança e graves dificuldades económicas desde o derrube do Governo de Muammar Kadhafi, em 2011.

O número de pessoas que atravessam o Mediterrâneo partindo da Líbia para tentar chegar à Itália baixou entre Julho e Setembro, passando de 11.500 a 6.300, para um total de 21.700 em todo o trimestre.

O presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, seguiu na tarde de domingo (26) para a cidade de Windhoek, República da Namíbia, onde vai orientar a 42.ª Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC, que decorre de 25 de Novembro a 4 de Dezembro.

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O Fórum Parlamentar (FP) da SADC foi criado em 1997, como instituição autónoma da Comunidade para o Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC), composta por 14 parlamentos da região.

Têm assento parlamentar no Fórum representantes de Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Lesotho, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Swazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

Fernando da Piedade Dias dos Santos foi eleito presidente do FP-SADC na 40.ª assembleia plenária do órgão, realizada em Novembro de 2016, no Zimbábue.

O presidente do Conselho de Ministros e chefe do Governo italiano, Paolo Gentiloni, encontra-se em Luanda, para junto das autoridades angolanas relançar a cooperação no domínio económico entre os dois países.

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A visita, de 24 horas, servirá também para o chefe do governo italiano manifestar o apoio do seu país ao processo democrático em curso em Angola, reforçado com a realização das eleições de 23 de Agosto último. Segundo a imprensa transalpina, na agenda do governante italiano consta um encontro hoje (segunda-feira), com o Presidente da República, João Lourenço.

Espera-se que no encontro com o Chefe de Estado sejam analisadas questões sobre agricultura, defesa, energia, turismo e finanças.

Pelo menos 184 pessoas morreram nesta sexta-feira (24), no ataque contra uma mesquita no norte do Sinai egípcio, segundo novo balanço comunicado pelo jornal governamental Al Ahram, citado pela AFP.

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Também mais 75 pessoas ficaram feridas neste ataque, cometido por homens armados, que visaram os fieis durante a grande oração semanal, segundo a mesma fonte. O atentado aconteceu no vilarejo de Bir al-Abed, a oeste de Al-Arish, a capital da província do Sinai do Norte.

Os criminosos explodiram uma bomba antes de abrirem fogo contra as pessoas na mesquita, entre as quais membros do exército. A presidência decretou três dias de luto nacional.

Desde 2013 e a destituição pelas Forças Armadas do presidente islamita Mohamed Mursi, grupos jihadistas, incluindo a facção egípcia do Estado Islâmico (EI), atacam regularmente as forças de segurança egípcias no Sinai do Norte. Muitos policiais e soldados, bem como civis, já morreram nesses ataques.