Valor Económico

Valor Económico

O Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, procedeu hoje (18), em Luanda, a entrega simbólica de chaves aos primeiros beneficiários do Projecto de Reconversão Habitacional da Marconi, no distrito urbano do Hoji ya Henda.

574883936

 

O projecto, inaugurado pelo José Eduardo dos Santos, vai acolher duas mil e 800 famílias, em 468 apartamentos. Trata-se de um projecto que teve início em 2014 e visa a reconversão urbana de uma área, antes pertencente ao município do Sambizanga e actualmente passou para o vizinho do Cazenga.

O projecto tem cadastrados 423 famílias, quanto aos edifícios concluídos são 30, com uma média de 16 apartamentos cada um. Entre os apartamentos se destacam os T2 e T3.

A urbanização conta também com duas escolas, sendo uma do ensino primário e outra do ensino secundário. Erguida numa área de 20 hectares (equivalente a 20 campos de futebol), a nova urbanização tem também 24 lojas, Instalações do Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (SIAC) e uma estação de tratamento de água.

A urbanização da Marconi, na zona adjacente a refinaria de Luanda, está implantada num espaço em funcionava um antigo centro de comunicações. O centro de comunicações foi extinto e deu lugar a edifícios modernos.

Pelo menos 13 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas nas cidades catalãs de Barcelona e Cambrils, em dois atropelamentos atribuídos a ‘terroristas’, em mais um episódio contra a Europa relacionado a grupos extremistas islâmicos, noticiou hoje (18) a AFP.

atentado nova 6GUJRpQ

"Podemos confirmar que já são 13 mortos e que há mais de 100 feridos", informou em conferência de imprensa o ministro do Interior do governo Catalão, Joaquim Forn, sobre o ataque a Barcelona.

O número de mortos pode aumentar pela gravidade de alguns feridos, advertiu. A acção na capital catalã foi reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI). Horas após o ataque em Barcelona, seis civis e um policial ficaram feridos, na madrugada de hoje, sexta-feira, quando um veículo foi atirado contra a multidão em Cambrils, 120 km ao sul.

Quatro suspeitos foram mortos no confronto com a polícia e o quinto faleceu quando era atendido num hospital. Entre os seis civis atropelados em Cambrils, dois se encontram em estado grave, enquanto um agente foi ferido levemente, segundo a polícia. O serviço de emergências comunicou um ferido em "estado crítico".

O ataque em Barcelona foi reivindicado pelo EI num comunicado divulgado pela sua agência de propaganda Amaq: "os autores do ataque de Barcelona eram soldados do Estado Islâmico". Durante a tarde, uma viatura atravessou a toda velocidade a mais turística das avenidas de Barcelona, onde turistas espanhóis e estrangeiros passeam, e percorreu centenas de metros a atropelar pessoas, o que gerou cenas de pânico.

Além de espanhóis, entre os atropelados há cidadãos da Alemanha, Argentina, Austrália, Argélia, China, Bélgica, Cuba, França, Espanha, Holanda, Hungria, Peru, Romênia, Irlanda, Grécia, Macedônia, Itália e da Venezuela, segundo as autoridades.

"Evidentemente é um atentado terrorista com vontade de matar o maior número de pessoas", assinalou o porta-voz da polícia Catalã, Josep Lluis Trapero. Dois suspeitos foram detidos pelo atentado, um nascido no enclave espanhol de Melilla, no Marrocos, e um marroquino. No entanto, o motorista da van continua foragido, disse Trapero.

Em Cambrils, a polícia informou que "os supostos terroristas circulavam num Audi A3 e, ao que parece, atropelaram diversas pessoas até baterem num carro da Mossos d'Esquadra (polícia regional da Catalunha), quando começou o tiroteio". A polícia relaciona os atropelamentos em Barcelona e com o de Cambrils, e liga os dois casos a uma explosão ocorrida na madrugada de quinta-feira, em Alcanar, 200 km ao sul de Barcelona, quando era preparada uma bomba.

Os dois ataques remetem a outros atentados terroristas na Europa com veículos, como o de Nice em 14 de julho de 2016, quando um caminhão conduzido por um tunisino foi lançado contra a multidão, matou 86 pessoas e fez mais de 400 feridos. Testemunhas em Barcelona descreveram cenas de terror: "Estava ao lado, no Corte Inglês [loja de apartamentos] e ouvi um barulho forte. tentamos sair, mas não pudemos.

Vi quatro, cinco corpos no chão e pessoas a tentar reanimá-los, e muito sangue", contou à AFP Lily Sution, uma turista holandesa. Após o ataque na capital Catalã, o Palácio Real espanhol condenou a acção em termos duros no Twitter: "são uns assassinos, simplesmente uns criminosos que não vão nos aterrorizar.

Toda a Espanha é Barcelona. Las Ramblas voltarão a ser de todos". O chefe de Governo, Mariano Rajoy, foi rapidamente para Barcelona, onde o governo Catalão está empenhado em realizar um referendo separatista. Depois de anunciar três dias de luto nacional, Rajoy declarou: "estamos unidos na dor, mas estamos - sobretudo - unidos na vontade de acabar com esta loucura e com esta barbárie.

Os espanhóis vão vencer". Depois de manter a área cercada por um cordão de segurança desde a hora do ataque, as autoridades informaram na noite de quinta-feira que suspenderam as restrições de acesso ao centro da cidade e arredores para as últimas pessoas que se estavam abrigadas em lojas.

O ataque causou o encerramento das estações de comboio e outras próximas à zona, e o cancelamento de todas as "actividades lúdicas" do dia na cidade.

Perante o ataque, a solidariedade notou-se: os taxistas levavam de forma gratuita os turistas que não conseguiam pegar o comboio, o consórcio Turismo Barcelona colocou à disposição quartos de hotel gratuitamente e os serviços de doação de sangue ficaram lotados de pessoas dispostas a ajudar.

Quarenta pessoas foram mortas esta semana, num deslizamento de terra que engoliu uma aldeia de pescadores na República Democrática do Congo (RDC), na região ocidental do lago Albert (nordeste), soube ontem (18) à AFP, de fonte oficial.

22B86A7D E332 465B 98C3 87BCC7DA70E9 w1023 r1 s

Segundo a fonte, que cita o vice-governador da província do Ituri, Pacifique Keta, o incidente, que se registou na localidade piscatória de Tora, foi provocado em consequência das fortes chuvas que assolam a região.

A pesca sobre o lago Albert é uma das principais actividades económicas no Ituri, região fronteiriça com Uganda. Rica em ouro, o Ituri foi teatro de violência inter-comunitária por parte de milícias durante a segunda guerra do Congo (1998-2003). A RDC conheceu no passado, outros deslizamentos de terra mortíferos.

Em Maio de 2010, um deslizamento que aconteceu na aldeia de Kibiriga, no leste do país, causou 19 mortos e 27 desaparecidos.

Em Fevereiro de 2002, 50 pessoas tinham encontrado a morte num outro episódio semelhante provocado por fortes chuvas em Uvira (este), deixando igualmente duas mil 500 pessoas sem abrigo.

Na Serra Leoa, mais de 300 pessoas, das quais 105 crianças foram mortas segunda-feira, em Freetown, em consequência de inundações catastróficas e deslizamento de terras.

Um acordo de investimento privado que visa investir directamente no projecto Porto Caio, em Cabinda, foi assinado quarta-feira, entre a Unidade Técnica Para o Investimento Privado (UTIP) e a Capoinvest Limited.

UTIP

Avaliado em cerca de 120 milhões de dólares, a assinatura deste contrato constitui uma etapa fundamental da economia angolana e vai ajudar a atrair mais investidores estrangeiros que procuram concretizar as oportunidades disponíveis significativas no porto e zonas associadas.

O membro do Conselho de Administração da Capoinvest Limited, Jean-Claude de Morais Bastos, disse que o Governo está a atrair investimentos estrangeiros ao estabelecer parcerias público-privadas como o Porto do Caio.

Em relação ao estado das obras daquele que será um dos maiores portos da região Austral de África, Jean Claud sublinhou que as mesmas avançam significativamente. “Vamos trabalhar na fase “um” até 2018 e em 2019 entraremos na fase operativa", disse.

Além do excelente acesso aos mercados globais e africanos, o projecto oferece às empresas locais e internacionais uma série de benefícios que vão permitir operações eficientes a custos atractivos, assim como a possibilidade de beneficiarem da zona franca e outras operações centralizadas”.

O comércio internacional de Angola depende inteiramente dos portos do país, responsáveis por mais de 90% das importações. Estas infra-estruturas são essenciais para os planos do país em se tornar um fornecedor regional fundamental para os países vizinhos sem litoral.

Um acordo de financiamento no valor de 51.157 milhões de kwanzas, destinado à compra de meios de transporte escolar no estrangeiro, foi aprovado por Despacho Presidencial.

20917065 798728763585609 407813515 n

O acordo, segundo a Angop, foi rubricado entre o Ministério das Finanças e a empresa austríaca GOTRANS Gmbh Vienna, com propósito de adquirir autocarros para o transporte escolar, indica o Despacho Presidencial, publicado no Diário da República de 3 de Agosto deste ano.

O diploma explica a necessidade de se implementarem os projectos integrados no Programa de Investimentos Públicos (PIP), com ênfase nos investimentos que contribuem para o desenvolvimento económico e social do país.

O Despacho Presidencial autoriza o ministro das Finanças, Archer Mangueira, a assinar o acordo de financiamento e toda a documentação inerente ao processo de importação dos meios de transporte. Em Julho, o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, anunciou o reforço do serviço de transportes públicos em Luanda, com mais 240 autocarros.

Augusto Tomás disse também estar em preparação o projecto de construção do terminal marítimo de Cacuaco, que irá facilitar o transporte de passageiros e mercadorias entre o norte, centro e o sul da área metropolitana da capital. Meses antes, em Abril, o Governo subscreveu acordos com fornecedores chineses para a aquisição de autocarros novos para as frotas de empresas de transportes colectivos urbanos de todo o país.

Em périplos às províncias, o ministro dos Transportes tem estado a prover as empresas provinciais de transportes colectivos com novos autocarros, alargando esse serviço a um número crescente de passageiros.